
O que vou trazer daqui pra frente não é um caso isolado, não acontece só no Flamengo, mas ganha uma proporção maior quando o clube em questão é o de maior torcida no Brasil. Brigas políticas, disputa pelo poder e influência nas decisões estão em pauta na Gávea. Até que ponto a relação familiar pode ter peso na decisão profissional? É ético usar desta relação para beneficiar alguém?
Ética é uma palavra simples. Vem do grego ethos, que significa modo de ser, caráter, comportamento. É o ramo da filosofia que busca estudar e indicar o melhor modo de viver no cotidiano e na sociedade. Diferencia-se da moral, pois esta se fundamenta na obediência a normas, tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos, a ética, ao contrário, busca fundamentar o bom modo de viver pelo pensamento humano (definição pesquisada na Wikipédia).
Lendo o site Terceiro Tempo, do jornalista Milton Neves, vi um email enviado por Andre Dumbrosck, filho do ex-presidente do Flamengo, Delair Dumbrosck, no qual ele relata a interferência direta do marido da presidente Patrícia Amorim, Fernando Shima. Segundo Andre, Fernando tem sala na Gávea e voz nas decisões tomadas pela mandatária rubro-negra. O detalhe é que quem foi eleita pelos associados foi a ex-nadadora, não o marido.
Talvez isso explique, um pouco, a grande dificuldade que o diretor executivo Zico, maior ídolo do Flamengo, vem encontrando para tentar solucionar problemas imediatos no futebol. No entanto, há quem garanta que existe um outro problema no departamento de futebol. As contratações dos atacantes Cristian Borja e Val Baiano teriam sido feitas através da empresa do filho do craque.
Junior, filho mais velho do Galinho, atuaria em parceria com Alan Espinosa, filho do ex-treinador Valdir Espinosa, e seria o responsável por algumas contratações. Então, entra em discussão a ética. Até que ponto a relação familiar pode entrar na atividade profissional?
Zico tem um nome a zelar no Flamengo e não aceitaria participar destas estranhas relações, pois poderiam manchar a nova carreira. A de jogador de futebol é inatacável e vencedora.

O sonho de ter Ronaldinho Gaúcho na Gávea não acabou. A presidente Patrícia Amorim, que se reuniu duas vezes com Assis, irmão e empresário do craque, em julho, quer o jogador em 2011. Para isso, ela entrou em contato com o representante do atleta para tentar a assinatura de um pré-contrato para dezembro, seis meses antes do fim do vínculo com o Milan.
O problema rubro-negro é o interesse dos italianos (leia-se Silvio Berlusconi) em renovar com Ronaldinho Gaúcho até 2014. Segundo informações vindas da Itália, o dono do Milan sonha com um esquadrão rossonero capaz de tirar a hegemonia da Inter. A maior prova são as duas últimas contratações do clube: Ibrahimovic e Robinho, este contratado por mais de R$ 40 milhões.
Mesmo assim, Patrícia Amorim não desiste e tenta sensibilizar o craque do Milan com um contrato milionário e com duração de 30 meses. Ronaldinho Gaúcho receberia R$ 15 milhões por ano, entre salários e direito de imagem, que seria explorado por um pool de empresas.
Zico já sabe da vontade da presidente e aguarda uma resposta do irmão do craque. De qualquer forma, a negociação só seria concretizada em junho de 2011, quando Ronaldinho ficaria sem contrato com o Milan.

Silas chegou esbanjando confiança no atual elenco e pronto para recuperar algumas peças. Petkovic, que só está jogando um tempo de cada jogo, e os atacantes mereceram atenção especial do novo treinador. Só que o tempo joga contra o técnico e o Flamengo, que está na parte de baixo da tabela do Brasileirão. Por isso, o discurso precisa entrar em campo. Eis a questão: como fazer?
Vejo um Flamengo cansado no segundo tempo das partidas e o Renato Abreu visivelmente fora de forma. Cadê os preparadores físicos? Zico mudou a comissão técnica e precisa cobrar resultados desta turma. Sentindo isso à distância, Silas trouxe novos nomes para a comissão rubro-negra. Como ex-jogador, ele sabe que não pode desperdiçar talento, artigo raro no futebol brasileiro.
O treinador confia em Val Baiano. Tirando ele e o filho do Zico (Junior), que foi quem trouxe o atacante para o Flamengo, ninguém mais aposta no vice-artilheiro do Brasileirão 2009. Mas, como está começando um novo tempo na Gávea, cabe um voto de confiança.
Agora, sem Diogo e ainda sem o Deivid, Silas e a torcida vão sofrer bastante no campeonato. Val Baiano e Leandro Amaral, que ainda está muito longe de ser o Leandro Amaral, irritam qualquer monge budista.

Que o diretor executivo do Flamengo, Zico, precisava colocar o dedo na ferida e mudar o comando técnico da equipe, isso ninguém discute. Rogério Lourenço não caiu no gosto da torcida e não alcançou grandes resultados. Agora, a pergunta é outra: quem vem? A cada minuto surge um nome, a lista está ficando enorme. Tenho simpatia por alguns, mas vou ficar com meu amigo Gerson.
O Canhotinha de Ouro escreveu no www.urubunews.com.br que a diretoria precisa pensar em alguém que esteja à altura do Flamengo. Por isso, nada de experiências no comando do time. O problema são as opções. No mercado, poucos nomes preenchem tal requisito. Abel Braga, Osvaldo de Oliveira e Paulo Autuori, por exemplo, estão empregados.
Luxemburgo sonha um dia trabalhar no Flamengo, mas acho que não será agora. O Atlético-MG não vai liberar o treinador, mesmo com a péssima campanha do Galo no Brasileirão. Sobram poucas opções como Tite, Ricardo Gomes e Silas, mas não têm peso para assumir o Flamengo.
Voltar com Andrade, como sonham alguns, é incoerência. Ele saiu com a presidente Patrícia Amorim dizendo que ele estava perdido. Pela amizade que tem com Zico e ligação com o Flamengo, não seria surpresa se Leonardo pintasse na Gávea. É um bom nome, mas é inexperiente. Ele só atuou um ano no Milan como treinador.
Até a escolha ser feita, Toninho Barroso vai dirigir o time. E você, qual é a sua sugestão?

Galera!
Parabéns ao Internacional. Grande campeão das Américas!
O Colorado provou que um clube pode aliar títulos, estrutura e organização.
Digo isso, porque tenho percebido algumas resistências de torcedores quanto ao trabalho que o Zico está tentando implantar no Flamengo.
Volta e meia, ouço alguém dizer: “não quero saber de estádio, CT, salários em dia, etc, o que me interessa é ser campeão. Somos hexacampeões sem estádio e CT”.
Está aí um pensamento do qual não compartilho.
O Internacional é um ótimo exemplo de que um clube pode ser organizado e vencedor.
O clube gaúcho tem estádio, tem CT, paga salário em dia, tem 106 mil sócios e é campeão de competições internacionais.
Os clubes do Rio não têm estádio (exceção ao Vasco), não têm CT e só ganham título nacionais, quando ganham. Ou seja, algo está errado no futebol carioca.
Por isso, penso que o torcedor do Flamengo tem que deixar o Zico trabalhar. Talvez um jejum de títulos seja necessário para que depois o clube possa saborear o prazer de ganhar uma competição internacional, que aconteceu pela última vez quando, coincidência ou não, o Galinho ainda era jogador.

Zico voltou da clínica de futebol que ministrou na Disney e já começou a arrumar a casa rubro-negra. Primeiro, o diretor espanou o ex-goleiro Bruno e as atitudes dos que passaram por lá e esqueceram da instituição. Depois, deixou claro que a negociação com Ronaldinho Gaúcho está bem adiantada e foi comandada pela presidente Patrícia Amorim.
Após duas reuniões no Rio, o Flamengo enviou um documento para o irmão e procurador do craque Ronaldinho Gaúcho, Assis. Na proposta, o craque receberá R$ 15 milhões por ano e o tempo do contrato será de 30 meses. Ronaldinho tem contrato com o Milan, mas a rescisão ficou a cargo do irmão.
Assis deve viajar nos próximos dias para Milão. Ronaldinho aceitou a proposta e sabe que vai ser pago pelo mesmo pool de empresas que bancou Adriano na Gávea. Como o salário é superior ao do Imperador, uma outra empresa vai se juntar para chegar ao montante de R$ 15 milhões, entre salário e direito de imagem.
O Los Angeles Galaxy demonstrou interesse na contratação do craque brasileiro, mas o jogador deixou claro a vontade de voltar ao Brasil. Caso o Milan exija uma compensação financeira, o Grêmio, que ainda deve R$ 7 milhões ao clube, pode entrar na negociação.
Sobre reforços, o ataque é o setor que mais preocupa. Por isso, a necessidade de buscar um parceiro para Val Baiano. Vários nomes foram oferecidos ao clube, como Rafael Moura e Perea. No entanto, Deivid e Diogo (Olimpiacos) são os nomes que agradam ao Galinho.
Nesta terça-feira, o CSKA disse não ao atacante Vagner Love, que ainda tentava ficar no Flamengo. Com isso, a diretoria vai buscar um nome para este setor.
Estou no twitter discutindo os assuntos do futebol. Passa lá!!!

Este período é o ideal para empresários. Quando o futebol sai de cena, entra em campo o mundo dos negócios. O mercadão da bola está agitado e a cada dia aparece um nome como reforço. Tenho a preocupação de checar muito bem as informações. Por isso, só divulgo quando tenho certeza dos fatos. O Flamengo é o primeiro caso e o que tem mais nomes em pauta. Com a chegada de Zico, vários nomes foram oferecidos. Valdívia era o sonho de consumo rubro-negro, mas o Al Ain só aceita vender o Mago. O grande problema é que ele não sai por menos de 6 milhões de euros e o Al-Sadd quer pagar este valor. Com isso, o Fla saiu desta jogada.
Renato Abreu pediu muito para voltar ao clube. Se não diminuir a boca, vai ficar fora da rodada de negociação. Surge um nome para ocupar esta vaga. Marcinho, atualmente no Qatar. Insatisfeito com o técnico Sebastião Lazaroni, o ex-atacante está disposto a voltar ao Brasil e o Flamengo é a preferência. Sobre o zagueiro Réver, a diretoria do Wolfsburg não abre mão de receber, pelo menos, para emprestá-lo, o valor pago nas luvas (1 milhão de dólares). Mesmo na bronca na Alemanha, Réver vai ter que cumprir o contrato.
Maldonado está a caminho do Atlético-MG. Em processo de naturalização, o genro do Luxemburgo está de saída da Gávea. Correa, que estava no Galo, vem para substituí-lo. Esta negociação está na fase final. Entre o jogador e o Flamengo já está tudo certo. Falta o ok do Dínamo de Kiev. O atacante Emerson está mudando de rumo e pode parar nas Laranjeiras. Uma proposta superior desviou a rota do Sheik. Falando no Flu, Valência, do Atlético-PR, está bem próximo, ao contrário do Cléber Santana. O Atlético de Madri pediu muito alto pelo empréstimo. Sobre Deco, tudo vai depender do rendimento dele na Copa. Ele acertou, de boca com o Flu, porque quer voltar ao Brasil. Mas não assinou!
No Vasco, Washington e Felipe estão na pauta. O primeiro está insatisfeito no São Paulo e quer voltar a ser titular em um clube. E ele cai bem no Vasco. O segundo já está fora do Brasil há mais de cinco anos e tem interesse em voltar. Só isso para fazer Felipe trocar as mordomias do Al-Sadd para jogar no Vasco. Dinheiro não é mais problema para o meia. Se Valdívia for comprado pelo clube do Qatar, Felipe pode ter a vida facilitada para deixar o país, onde é tratado como rei. O dinheiro para contratá-lo viria do projeto “Juninho Pernambucano”, que disse não ao Vasco.
O principal alvo do Flamengo é o Mago Valdívia, ex-Palmeiras. O jogador está em fase final de acerto e pode ser anunciado nas próximas horas. Com isso, Felipe não vai ser repatriado. O Palmeiras também quer o Mago e isso pode pesar, pois o chileno tem uma dívida de gratidão com o clube paulista. Só que as novidades rubro-negras não param por aí. O diretor executivo Zico já viu que a zaga está enfraquecida. Por isso, Réver, do Wolfsburg, é o nome que está sendo tentado. O jogador está na reserva e quer voltar ao Brasil.
O ataque é outra preocupação do Flamengo. Emerson, o Sheik, já acertou tudo com o clube, assim como o meia Renato Abreu. Além deles, a diretoria aguarda um sim de Rafael Sóbis. O problema é o Cruzeiro. O clube mineiro também está na parada. O Cruzeiro já acertou a venda de metade dos direitos do Kléber para o Palmeiras, mas só quer liberar o atacante para se apresentar no Alviverde quando assinar com Sóbis, que seria o substituto do Gladiador. Quem foi oferecido ao Flamengo foi Tiago Humberto, ex-Barueri. Esta negociação está em stand-by.
O Vasco está tentando mandar Souza ou Ramon para o Werder Bremen para ter Carlos Alberto em definitivo. O problema é que os alemães ainda não sentiram firmeza no Souza, mas gostaram do que viram. Ramon, fora de combate, não pode ser analisado. Não será surpresa se Dennis Marques, sem espaço na Gávea, pintar em São Januário. Enquanto segura Carlos Alberto, a diretoria tenta acertar também com Montillo. O clube já fez uma proposta e espera por uma resposta nos próximos dias, mesmo com o Flamengo ainda na parada.

Um reencontro digno de um ídolo. O Salão Nobre do Flamengo abriu as portas para receber Zico. Vinte anos depois, ele está de volta só que para assumir a direção executiva do futebol. Com ele, vem a seriedade e a disciplina que tanto faltaram neste primeiro semestre. Logo de cara, o Galinho recebeu a camisa 10 e assumiu o compromisso de elevar o nome do Flamengo, acima de qualquer interesse. Zico começa a atuar em julho, depois da Copa do Mundo, uma vez que ele já tinha acertado alguns contratos. Confira os principais temas da coletiva de apresentação do Deus do Flamengo:
Novo desafio
“Venho aqui de peito aberto e preparado para as cobranças. O ídolo ficou para trás porque entro em nova função. Quero ser cobrado como diretor e estou pronto para isso”.
Volta ao Flamengo
“O único lugar que poderia trabalhar, no Brasil, era o Flamengo. Enfrentei a Seleção e foi mito difícil. Enfrentar o Flamengo seria muito duro demais”.

Objetivos
“Quero ajudar na conclusão das obras no CT George Helal, em Vargem Grande. O Flamengo tem que pensar grande e precisa oferecer estrutura aos seus profissionais, Só assim pode cobrar”.
Postura dos atletas
“Vou conversar olho no olho com o atleta, que vai pensar duas vezes antes de tomar uma atitude. Não quero que olhe para mim pelo meu passado, pois estou aqui para ajudá-los”.
Reforços
“No momento certo, todos vão saber. Não adianta ficar falando. Temos que trabalhar, como já estamos fazendo, e reforçar o nosso elenco”.
Rogério Lourenço
“Fiquei muito satisfeito com a conversa que tive com ele, pois os seus pensamentos sobre futebol são muito parecidos com os meus”.

Contrato
“Vou cumprir o meu compromisso até o fim (Zico assinou até dezembro de 2012). Mas, só começo a atuar depois da Copa. Falei com a Patrícia que já havia firmado alguns contratos durante a Copa”.

Os rubro-negros reverenciam Zico como um “Deus”. A paixão cega o ser humano e o torcedor não foge a esta regra. Talvez isso explique a verdadeira adoração pelo Galinho. Do início magrinho na Gávea até os grandes momentos, Zico passou por muito sofrimento até se tornar o Zico, jogador que foi levado ao clube pelo ex-radialista Celso Garcia, falecido em 2009. O eterno camisa 10 sempre honrou as cores do clube e, principalmente, respeitou o Flamengo, algo que falta a alguns jogadores. Heresia à parte, ”Deus” nunca se colocou acima do Flamengo.
Uma paixão que ultrapassa gerações. Quem nasceu na década de 80 viu muito pouco do Zico no Flamengo, mas sabe muito bem quem foi este mito. Um cara obstinado pela perfeição. Cada treino era um momento de aperfeiçoamento do dom que Deus lhe deu. Mesmo assim, ele fazia questão de lapidar cada movimento, sem pressa de voltar para casa. Treinar falta era uma grande paixão para o Galinho. Quando os goleiros cansavam, uma camisa era colocada no ângulo para virar alvo do 10 rubro-negro.
Só que o “Deus” não volta como jogador, onde resolvia todos os problemas. A função agora é outra e ele vai ser o diretor-executivo do clube. Para ter sucesso fora de campo, ele precisa ter autonomia para agir. Ao colocar o prestígio em jogo, Zico sabe que assume mais um desafio na vida.
Se a politicagem não atrapalhar e a vaidade não falar mais alto nos bastidores, Zico tem tudo para ser um ótimo exemplo para novos dirigentes. Com tudo a favor, ele pode se preparar para muito trabalho pela frente, a começar pelos reforços. Quem vem para o Flamengo? Agora é com você, Zico!!!