
Dorival Junior resolveu pegar pesado para cima do atacante Neymar. Talvez a dose do remédio esteja sendo proporcional a humilhação e insubordinação que o treinador sofreu. Todo mundo viu, ao vivo ou em matérias sobre o caso, a falta de educação do jogador. A diretoria do Santos multou o atleta, mas Dorival queria mais. Então, ele sacou o atacante da equipe.
Mesmo afastado, Neymar foi até Campinas e viu o empate de 0 a 0 com o Guarani. Quarta é dia de clássico com o líder do Campeonato Brasileiro, o Corinthians, e todos esperavam pelo reaparecimento do garoto (até mesmo os adversários). Eis que surge a notícia de Santos: “Neymar segue afastado da equipe”. Entra em campo outra discussão: será que a punição na está atingindo o Santos?
Conheci o Dorival quando ele passou pelo Vasco e sei da sua seriedade, mas acho que é hora de chamar todos os envolvidos, trancá-los numa sala e colocar os pontos em discussão. O Santos, que sonha com a Tríplice Coroa, está no centro desta disputa, que já ficou entre os dois personagens.
A partir do momento que a diretoria multa, ela mostra que esta é a punição a ser tomada neste caso. Para não passar por cima do seu treinador, ela aceitou a punição na partida contra o Guarani. Só que começa a soar como um caso particular.
O Santos está acima do Neymar e do Dorival. O torcedor, que não é burro e percebeu o erro do atacante durante o jogo com o Atlético-GO, já fez o seu julgamento também, mas está sendo prejudicado.
Até o treinador da Seleção, Mano Menezes, entrou neste assunto e quer conversar com Dorival para saber como está sendo a conduta da promessa do futebol brasileiro nos bastidores. Será que vem outra punição por aí?

Gostei da lista do técnico Mano Menezes, que teve apenas dois dias para arrumar os 24 convocados. Aliás, no nosso site, vários internautas deram dicas bem interessantes e que apareceram na lista final, como o zagueiro David Luiz. Confesso que não o conheço por não acompanhar o Campeonato Português, mas dou um voto de confiança aos nossos internautas e ao Mano.
O novo treinador deu uma boa rejuvenescida na nossa Seleção, até mesmo pela pressão que o comandante já sentiu logo de cara. O Projeto 2014 é longo e tenho minhas dúvidas se ele vai até o fim, mas gosto do trabalho do Mano e deve ser dado um tempo necessário para que possa mostrar seu valor.
À exceção do Victor, os outros goleiros foram surpresas para mim, mas são boas apostas. Agora, Rafael, do Manchester United, é a grande promessa para 2014. Revelado no Fluminense, o jovem seguiu cedo para a Inglaterra e tem muito talento.
Só espero que Mano dê chances ao zagueiro Thiago Silva, um dos melhores do mundo. Destaque mesmo foi para o trio do Santos (Neymar, Ganso e Robinho).
Espero que o treinador arregace as mangas e faça este time voltar ao passado de glórias do nosso futebol, época que a arte era soberana. Vamos trabalhar, Mano!!!

Mano Menezes assume a Seleção Brasileira nesta segunda-feira com a missão de renovar a lista de convocados. Logo de cara, um amistoso com os Estados Unidos. Aliás, depois deste jogo, a Seleção vai ter apenas mais um, mas é hora de começar a mudar. Mano não deve ser radical, mas precisa pensar em alguns jogadores que foram deixados de lado pelo Dunga ou que tiveram poucas chances com ele.
Vou sugerir alguns nomes e aceito sugestões. Victor (goleiro), Léo Moura e Marcelo (laterais), Thiago Silva e Miranda (zagueiros), Hernanes, Lucas, Ganso, Philippe Coutinho (meio-campo), Neymar, Fred, se tiver sequência de jogos, e Nilmar (atacantes).
São apenas alguns jogadores para o Mano Menezes pensar antes de fechar a lista para o amistoso. De qualquer forma, não dá para pensar em 2014 se estamos em 2010.
Futebol é momento e o Campeonato Brasileiro é um ótimo laboratório, pois o técnico da Seleção conhece bem e pode apostar em alguns novos talentos.

Muricy Ramalho nunca escondeu que se sentiu honrado com o nome dele ter sido cogitado para a Seleção Brasileira. E o convite, enfim, chegou. O que fez o treinador? Se reuniu com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e ouviu a proposta para dirigir a Seleção. Voltou ao Fluminense e se reuniu com os dirigentes tricolores. Resposta: Muricy fica até 2012. Mas o contrato não era até 2010? Vamos aos fatos!
O treinador do Fluminense fez questão de fazer contrato de um ano com o clube, apesar do desejo ser, por parte dos dirigentes, de ter Muricy por 3 anos nas Laranjeiras. No entanto, o técnico abriu conversa para ampliar o vínculo até dezembro de 2012. Após o jogo com o Cruzeiro, ele recebeu o convite da CBF, mas decidiu ficar no Fluminense. Uma decisão difícil no futebol.
Hoje, o mercado é muito forte e os números sempre falam mais alto. Só que Muricy Ramalho decidiu ficar. A empolgação do treinador vai torná-lo ídolo nas Laranjeiras, mais que Fred, Deco, Conca e Celso Barros.
Agora, se ele perder um campeonato importante, a cultura do futebol de resultado não vai vir à tona? Espero que não, mas este ano é ano de eleição no Fluminense. Seja como for, Muricy Ramalho deu um passo importante na direção da seriedade no mundo do futebol.
Só espero que a CBF não retalie o time dentro de campo ou o colube fora dele, com erros seguidos de arbitragem ou pesadas punições nos tribunais.

É muito fácil ficar de fora e dar palpite no trabalho dos outros. Este, talvez, seja um dos pensamentos de Dunga neste momento. Ele realmente tem razão. Mas toda pessoa que tem o cargo de chefia precisa ter os ouvidos abertos para ouvir as opiniões alheias. Ele é do mundo futebol e conhece mais do que ninguém o que se passa lá dentro, mas nós aqui de fora temos uma visão privilegiada e mais que isso, não temos a responsabilidade de ter que convocar ninguém.
Diante deste fato nós procuramos o melhor para nossa seleção e vamos em busca dos jogadores ideais para cada posição. Quando se trata de jornalistas esportivos, vamos além, pois trabalhamos com isso diariamente, conversamos sobre isso incessantemente com outras pessoas, ou seja, merecemos o respeito de nossas análises. Dunga falhou nisso e feio.
Não respeitou em momento algum as nossas opiniões e pior, agrediu aqueles que trabalhavam em prol do povo brasileiro, aquele mesmo povo para quem Dunga trabalhava. Não teve a humildade em ouvir e teve a prepotência ao agir. Por isso, digo que o fracasso desta seleção está nas mãos dele apenas.
Em momento algum analisou os comentários na imprensa ou refletiu sobre possíveis mudanças na sua convocação. O fim foi trágico, para ele e para nós. Quando criticamos o Dunga, não é a pessoa dele e sim o profissionalismo dele. A base de coerência que utilizou para chamar os jogadores fugiu totalmente a de todos que trabalham com este esporte democrático.
Agora, veremos pela televisão o resto da Copa do Mundo e pior do que isso, iremos esperar 4 anos até ver a seleção canarinho dentro de campo novamente.
*autor do post: Bruno Escobar (Monstro Colaborador)

O que Dunga e Maradona tem em comum? Muitas dirão que ambos foram campeões mundiais ou ambos jogaram na Itália, e talvez mais uma ou outra semelhança poderão aparecer. Se perguntarem quais são as diferenças entre eles? A lista de respostas será imensa. A paixão de Maradona pelo futebol e pela Seleção Argentina é inquestionável. Já Dunga talvez tenha a mesma paixão, mas prefere não demonstrá-la.
O estilo de suas equipes também pode diferenciá-los, já que as equipes que eles formaram são reflexo do modo de jogar que eles tinham. Mas entre diferenças e semelhanças, o que me chamou a atenção foi um detalhe na lista desses treinadores, que até nos nomes que deixaram de fora do Mundial se mantiveram fiéis ao seu estilo de jogo.
Dunga, cabeça de área clássico, de jogo duro e futebol sério, deixou de fora Ronaldinho Gaúcho, Ganso, Neymar e Diego, que são jogadores que fogem totalmente desse estilo. Já Maradona, jogador eternizado pela genialidade, pelo futebol irreverente e atrevido, não incluiu na sua lista Cambiasso e Zanetti, jogadores que têm estilo oposto ao do treinador argentino, mas semelhante ao técnico da Seleção Brasileira.
Talvez seja apenas coincidência, mas a verdade é que em menos de 24 horas saberemos que “estilo saíra vencedor, o “estilo atrevido” ou o “futebol sério”, agora é só esperar pra ver.
*autor: Luciano Silvério (colaborador do Monstros do Futebol)
Um dos jogadores mais contestados da atual Seleção Brasileira, o meia Felipe Melo chegará à Copa do Mundo de 2010 por um motivo que salta aos olhos do futebol brasileiro. Trata-se de um jogador que parece feito à imagem e semelhança do que foi o técnico Dunga em sua época de jogador. Quando fez parte da Copa de 1990, Dunga acabou sendo associado ao futebol burocrático, de vitórias magras e com um esquema em que Sebastião Lazaroni priorizava o setor defensivo. Vinte anos depois, o jogador da Juventus segue as mesmas características do ex-jogador agora transformado em treinador de seleção.
Felipe Melo tem um futebol de qualidade duvidosa, com tendência a usar a força para evitar que os adversários entrem na área do Brasil. Assim como Dunga, Felipe Melo também parece não aceitar críticas ao seu estilo de jogo. Mais uma vez, sua postura mais agressiva foi confirmada no dia de sua convocação, durante o programa Bate-bola, da ESPN Brasil. O jornalista Paulo Vinícius Coelho questionou o jogador sobre o que esperar dele na Copa, depois de na temporada passada ele ser considerado um dos piores atletas do Campeonato Italiano e o time dele fazer sua pior campanha depois de 40 anos no Calcio.
Mas há uma diferença crucial entre o futebol de Dunga e Felipe Melo. Em seu início de carreira no Brasil, o capitão das Copas de 1994 e de 1998 era considerado um dos melhores volantes do país, e chegou a fazer parte da Seleção Olímpica. Enquanto isto, seu “pupilo” começou a carreira com más passagens por Flamengo (clube que o revelou) e Cruzeiro, antes de ir para o futebol europeu. O padrão de jogo da Europa é suficiente para levá-lo a uma Copa do Mundo?
Para Dunga, sim. Felipe Melo vai à Copa correndo o risco de virar nome de uma “era” de maneira pejorativa. Até a bola rolar na África do Sul, ficará a incerteza de qual tipo de “Era Dunga” o meia vai trazer para os brasileiros – o fracasso do nono lugar na Copa de 1990 ou a vitoriosa trajetória da Copa do Mundo de 1994. A única certeza estampada na seleção canarinho é a de que o futebol brasileiro vive a “Era Felipe Melo”.
*autor do post: Vinícius Faustini
Se o Bangu tivesse vencido o Campeonato Brasileiro de 85, teria vendido o Marinho, Cláudio Adão e Paulinho Criciúma para a Itália e faturado centos milhões de dólares que fariam o clube criar o que se tornaria o mais moderno CT da América do Sul. O título e o dinheiro das vendas seriam um incentivo e tanto para que Castor de Andrade transformasse o clube, em pouco tempo, na terceira potência do Rio de Janeiro. Inclusive, a Raspadinha do Bangu, com comercial de TV de grande sucesso estrelado pelo Costinha, seria uma iniciativa pioneira no Brasil.
O clube seria abraçado pelo subúrbio carioca de forma nunca antes vista. Torcedores meia boca de Flamengo, Vasco, Bota, Flu e moradores de Bangu, teriam um novo time de coração. Comerciantes locais não iriam pensar duas vezes antes de investir consideravelmente no clube. Moça Bonita teria sua capacidade ampliada para 60 mil lugares em três anos.
Em 86, Marinho, por mais que já estivesse na Europa, seria “o Bangu na Copa”. Telê teria que dar o braço a torcer, tamanho seria o clamor popular em relação ao jogador. As ruas de Bangu seriam palco de centenas de pinturas que celebrariam a comunhão entre Brasil e o clube na competição em terras mexicanas. Na disputa de pênaltis contra a França, Marinho convenceria Telê e Sócrates de que ele deveria cobrar o tiro direto no lugar do barbudo. E a Seleção avançaria à próxima fase. Na final, nem preciso dizer quem – cheio de moral – faria o gol do título, certo?
Com o subúrbio carioca tendo um novo e eterno ídolo, muitos na cidade defenderiam que o Engenhão se chamasse Estádio Olímpico Mário José dos Reis Emiliano. Apesar da vitória dos puxa-sacos do Havelange, muitos insistiriam em se referir ao estádio como “Marinhão”.
Hoje, o alvirubro, tricampeão brasileiro, estaria lutando contra Flu, Bota e Atlético-PR para não cair para a série B do campeonato nacional. Mas se salvaria. Afinal, tradição é tradição. Já o Coritiba estaria festejando a volta à primeira divisão do Campeonato Paranaense.
*autor do post: Marcio Teixeira de Mello Junior
Uma terça-feira histórica. Zagallo, Nílton Santos, Gerson, Carlos Alberto Torres, Jairzinho, Junior e Ricardo Rocha lançaram camisas comemorativas no Rio de Janeiro. Este time se reuniu para falar sobre futebol, é claro, e seleção brasileira. O técnico Dunga também entrou na roda de conversa dos monstros do futebol brasileiro. A foto abaixo mostra um dos momentos dos bastidores deste encontro, organizado pela Estilo Carioca (grife de roupas que fez as camisas retrô da Seleção)

Zagallo foi escolhido como representante da Seleção de 58. Nílton Santos foi o nome para a Copa de 62. Gerson, Jairzinho e Carlos Alberto Torres simbolizam a Copa de 70. Junior recebeu homenagem especial pela de 82. Ricardo Rocha foi escolhido para ser o representante do tetra, em 94, nos Estados Unidos. As camisas começam a ser vendidas nesta quarta (19). A linha adulto por R$ 99,90, exceção para a do Nílton Santos e Ricardo Rocha, que vai custar R$ 104,90.
Nílton Santos, que completou 85 anos no último domingo, esteve presente ao lançamento das camisas. Durante o evento, Zagallo se mostrou confiante na performance do Brasil na Copa da África. “Apoio o trabalho do Dunga, apesar de achar que o Adriano deveria ter sido convocado. Temos que dar força, porque é a Seleção é o Brasil na África”, destacou o Velho Lobo. Jairzinho, o Furacão da Copa de 70, demonstrou preocupação.
“Se o Kaká machucar, quem entra? Acho que vamos ter que torcer para nada acontecer com ele”, ressaltou o ex-atacante, que é recordista de gols em uma única Copa, tendo marcado em todos os jogos no México. O ex-lateral Junior, que representou a geração de 82, uma das mais fortes do mundo, está atento aos adversários na Copa do Mundo.

“Não estão falando muito da Holanda e da Sérvia, mas acho que estas duas seleções podem aprontar na Copa. Os times são muito fortes. Além destas, vejo a Inglaterra com uma outra postura, sob o comando do Fábio Capello”, elogiou o comentarista da TV Globo.

Gerson, vetado pelo departamento médico, Ricardo Rocha, que está no Kwait, e Carlos Alberto Torres, com problemas particulares, não compareceram ao evento.
A convocação do técnico Dunga para a Copa do Mundo segue dando o que falar. Nas ruas do Rio, principalmente, a ausência do Imperador Adriano ganhou as rodas mais bem humoradas. A seguir, a capa do Jornal Meia Hora que retrata bem o espírito dos torcedores rivais. Espírito esportivo acima de tudo, galera!!!
