
A terceira camisa que o Vasco está usando é bem legal e retrata o mercado do futebol: buscar novas fontes de receita. Em menos de 10 dias, mais de 70 mil camisas foram vendidas. Tenho percebido uma luta nos bastidores do clube para demonstração de força, sem se preocupar com a instituição. Alguém pode ser contra o modelo porque não gostou, mas não pode afirmar que não tem nenhuma ligação com o Vasco. A cruz de malta não está lá, assim com a de Cristo?
Estão querendo aparecer e o mais impressionante é que ainda dão voz aos “mortos” de São Januário. O atual presidente tem cometido muitos erros, mas o maior acerto dele foi aceitar tirar do clube aquele que julgava ser dono do Vasco. Com isso, a polêmica criada pelo ex parece muito mais implicância, falta do que fazer, do que a busca pela identidade do Vasco.

A vitória no clássico com o Fluminense valeu mais do que 3 pontos ou a vice-liderança do Grupo B da Taça Rio. O resultado serviu para dar fôlego ao novo trabalho que tem prazo de validade para passar de mãos. Gaúcho assumiu o time dois dias antes da partida com o Fluminense e fez muito pouco, mas o suficiente para mudar o ânimo dos jogadores. Alguns estavam desgatados com o relacionamento com Vágner Mancini. Em maio, Abel Braga deve voltar ao clube. A família do treinador pressiona Abelão para retornar ao Rio de Janeiro.
Sobre a partida, foi possível ver um time mais solto em campo. Mesmo cometendo erros simples (especialmente na defesa), o Vasco foi mais ofensivo e mostrou que a vocação do gol não foi perdida em São Januário. O Fluminense não tinha muito interesse no resultado, pois dificilmente vai perder a vaga na semifinal, mas precisa abrir o olho porque toda vez que chega uma partida decisiva, o Tricolor mostra fragilidade.
Ainda resta mais uma rodada, mas o Vasco não vai deixar escapar a vaga na semifinal. Até o Campeonato Brasileiro, Gaúcho segue no comando do time. De novo, o Estadual vai ser uma festa dos grandes!