Vágner Mancini sabe que tem data para sair do Vasco. Uma nova derrota tira o treinador do comando da equipe. Pode ser hoje, contra o Americano, ou domingo, contra o Fluminense. Vamos discutir alguns pontos. O elenco é fraco? Sim. Quem escolheu? Ele e os representantes da diretoria de futebol. Ele está pronto para um time grande? Não. Mancini está confuso e perdido na hora de escalar o time? Sim. O grupo confia no treinador? Não sei. E a torcida? Não. Logo, a saída é certa após a próxima derrota. O problema é que uma derrota pode causar a eliminação do Vasco na Taça Rio.
Então, mais uma pergunta: por que não mudar logo? Só não possou ouvir falar em Renato Gaúcho de volta. Muito menos em Celso Roth, que começa bem, faz bom trabalho, mas não conquista o título. Tite parece um nome mais interessante. Porém, não é barato. Aí, o problema não é nosso. Certo, presidente Roberto Dinamite?

Uma das máximas do futebol, que eu sou contra, é de que quando um time vai mal, a solução encontrada pelos dirigentes é trocar de técnico. Quem está quase vivendo essa situação no Vasco é Vágner Mancini. Antes que alguém ache que o treinador não tem culpa pelos maus resultados, eu acho que tem… mas não é o único. Vamos aos fatos: o primeiro ponto a ser observado é de que vários jogadores contratados para essa temporada não foram indicações de Mancini. É bom lembrar que entre a saída de Dorival Júnior e a chegada do atual treinador, houve vários dias de especulação de outros nomes. Paralelo a isso, a diretoria anunciava a contratação de vários jogadores. Ou seja, o Vasco ”reforçou” o elenco sem o aval do seu técnico. Na minha opinião, erro de planejamento, já que, manda o bom senso o treinador indicar a contratação de jogadores, por isso, o primeiro a ser contratado tem que ser o técnico e depois os jogadores, essa é a ordem da coerência. Um outro ponto a ser analisado diz respeito a ausência constante de Carlos Alberto. No futebol de baixo nível técnico de hoje, é claro que o apoiador faz muita falta.
Se a defesa de Mancini foi feita, vamos agora as acusações: para mim, o treinador erra ao barrar o atacante Dodô. Se você tem no elenco um Fred, um Adriano, e decide barrar o Dodô, eu concordo. Agora, barrá-lo para colocar o Rafael Coelho me parece um equívoco muito grande, e mais: é criar uma área de atrito desnecessária com um dos jogadores mais qualificados do elenco.
Enfim, vamos ver até onde vai dar essa história, mas que Mancini não é o únicio culpado, ah isso não é mesmo!