
Um gol antes dos dez minutos de jogo e o time do Fluminense passou a tocar bola sem grande ímpeto. Mesmo desfalcado, o Fluminense marcava bem e tinha um pequeno domínio aproveitando-se do gol de Leandro Eusébio que cabeceou um córner que a defesa do Flamengo deixou passar por toda área.
Novo erro, desta vez da defesa do Fluminense. Gum tinha a bola dominada, ficou olhando e Kleberson deu um toque sorrateiro para Deivid empatar. Com forte marcação em Conca, o Flamengo começou a acreditar no jogo e acabou o primeiro tempo de maneira inesperada: vencendo por dois a um.
E no segundo tempo aconteceu o inesperado: três gols em oito minutos, outras tantas oportunidades perdidas pelos dois times e eis que um jogo que começou morno se transformou em uma disputa eletrizante e um placar raro neste campeonato.
Foi um Fla- Flu cheio de erros pra ninguém botar defeito.
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Olho para o outro lado da rua e vejo um dos tricolores mais doentes que conheço: meu amigo Hugo, o Rabugento. Ele sentiu que tinha sido descoberto, tentou escapar, sabendo que teria que falar do seu Tricolor, mas eu passei no meio dos carros e fiquei frente a frente com ele.
- E aí, Hugo, como vão as coisas? – perguntei
- O Fluminense está nadando para morrer na praia – respondeu
- E como é que você sabe? – instiguei
- Fui campeão carioca e brasileiro de nado livre pelo Fluminense nos anos 50, ele respondeu, e saiu dando braçadas pelo meio dos transeuntes

Quem olha a tabela de classificação do Campeonato Brasileiro aponta o Fluminense como favorito no clássico deste domingo. Os 15 pontos que separam a dupla carioca aumentariam esta vantagem tricolor. Só que o futebol é recheado de detalhes. Um deles foi a rodada da última quarta-feira. O Flu perdeu, em casa, para o Corinthians. O Fla venceu o Grêmio Prudente fora de casa.
Três pontos capazes de mudar o otimismo do torcedor rubro-negro. A desconfiança deu lugar a uma euforia típica de quem senta na arquibancada. No entanto, ela ainda não desceu para o campo, onde os jogadores sabem que a pressão segue forte em cima do elenco do Flamengo. O técnico Silas também sabe disso, mas um clássico pode mudar tudo.
Uma vitória transforma, assim como a derrota interfere no ambiente. Falando em ambiente, o do Fluminense não é mais o mesmo. Depois das declarações do atacante Fred, o time perdeu o rumo das vitórias. Há quem afirme que a entrada do Deco ainda não deu o devido efeito na equipe, o que eu concordo. Só acho que ele tem vaga no time e cabe ao Muricy encaixá-lo ao lado do Conca.
Voltando para o Fla x Flu deste domingo, acho difícil apontar um favorito, mesmo com a tal distância na tabela. Este é um clássico que tem uma história. Quem não lembra de um dos últimos encontros, quando o Tricolor vencia por 3 a 1 no primeiro tempo? Quanto acabou a partida? 5 a 3 para o Flamengo. Este é um Fla x Flu, jogo que nasceu 40 minutos antes do nada (definição do jornalista/escritor/tricolor Nelson Rodrigues).
Se não arrisco um favorito, afirmo, sem dúvidas, que vai ser um jogão, daqueles emocionantes, como o citado acima. De qualquer forma, este Fla x Flu vai ser estranho, pois a tabela mostra uma distância de aproveitamento muito grande entre as equipes.

Fiquei surpreso quando ouvia a Rádio Globo e o atacante Fred estava chutando o balde pra cima do coordenador médico do Fluminense, Michael Simoni. Dividi minha atenção entre o trânsito e a entrevista coletiva. Alguns trechos foram bem pesados. Então, resolvi ligar para o médico em questão.
Parei o carro e ouvi as suas explicações. Foram bem pesadas e vou reproduzir alguns trechos do meu bate-papo com o Michael Simoni, ex-coordenador médico do clube.
Nova contusão: “Ele sofreu um estiramento de um centímetro, que eu detectei logo. Sempre fiz tudo por ele, para que o Fred se recuperasse o mais rápido possível, assim como ajo com os outros jogadores”.
Prazo: “Em nenhum momento, ele foi forçado a nada. O Fred voltou dentro do prazo e estava liberado para a preparação física. Depois de 10 de treinamento, ele começou a reclamar de dor no local. Fizemos um exame de imagem e foi detectado o novo estiramento, o que é normal em uma volta ao trabalho de campo”.
Palmeiras: “Ele pediu ao Ronaldo Torres para enfrentar o Palmeiras, mas depois reclamou da dor. Conversou comigo e pediu para que eu não informasse nada à imprensa. Entendi e resolvemos apenas dizer que ele estava inseguro, o que também é verdade”.
Saída do Fluminense: “Não tem como continuar no clube depois deste episódio. O Fred acha que pode tudo. Tenho uma vida profissional que não vai ser manchada com acusações infundadas. Infelizmente, ele vai continuar tendo poder dentro do clube”.
Fred: “Ele é uma decepção, pois fiz de tudo por ele e agora vem com acusações descabidas e sem base”.
Michael Simoni pediu demissão logo após a entrevista do atacante tricolor, que segue desfalcando o Fluminense.
Quem tem razão? Era uma questão para ser tratada em público? Internamente não seria melhor? O debate está aberto!
O Fluminense entrou em campo com três zagueiros de área e liquidou o Ceará no primeiro tempo. O Flamengo usou o esquema com dois zagueiros de área e perdeu para o São Paulo também no primeiro tempo. Devo acrescentar que o Flamengo melhorou no segundo tempo, quando perdia por dois a zero e tinha um homem a menos porque Diogo foi expulso aos quarenta minutos.
Antes que me acusem de ser um adepto incondicional dos três zagueiros de área, devo esclarecer que apenas sou de opinião que um técnico não pode se prender a esquemas rígidos. Acho que um elenco que tem dois laterais da qualidade como Leo Moura e Juan não pode prendê-los à singela marcação dos adversários.
O Fluminense fez um gol logo aos seis minutos, de autoria do lateral Mariano. Também gostaria de explicar que a função do lateral não é apenas apoiar e ir à linha de fundo. Jogando abertos e ofensivamente Mariano e Júlio César criaram espaços para a criação de Conca e Deco. É simples: o adversário preocupa-se com os laterais ofensivos e é obrigado a sair para a marcação dos lados do campo. Com espaço, Conca deu uma exibição de gala na vitória do Fluminense.
Com quatro zagueiros em linha, o Flamengo não teve criatividade em todo primeiro tempo. Leo Moura ainda tem o auxílio precioso de Willians, mas Juan passou o primeiro tempo longe da linha de fundo do São Paulo.
Os paulistas fizeram um gol logo aos seis minutos e dominaram o primeiro tempo. O segundo saiu aos quarenta e um, logo depois da expulsão de Diogo.
No intervalo, pensei que ia ser difícil uma reação depois de tudo o que tinha visto. Mas eis que o Flamengo volta com três zagueiros de área e parte para cima do São Paulo. Para reforçar a minha tese, Juan – que esteve sumido no primeiro tempo – sofreu um pênalti logo aos oito minutos que o árbitro não deu.
E o Flamengo, com um homem a menos foi superior durante todo segundo tempo. Leo Moura e Juan foram os condutores de uma reação que poderia trazer um melhor resultado e a recuperação do time para sua torcida.

Galera!
Vem aí mais uma rodada do Campeonato Brasileiro.
Analisando os adversários dos cariocas, neste final de semana, penso que os clubes do Rio têm muita chance de obter resultados positivos. Pelo menos no papel, a maioria dos rivais não mete muito medo.
O Vasco vai até Fortaleza para enfrentar o Ceará. A queda meteórica do time cearense na tabela de classificação, me leva a acreditar e apostar que o clube de São Januário, mesmo atuando fora de casa, pode conquistar um resultado positivo.
No sábado também, o Botafogo recebe o Grêmio no Engenhão. Se a crise entre Joel Santana e Loco Abreu não atrapalhar, vejo o Fogão com grandes chances de somar mais três pontos na tabela. Aliás, espero que o torcedor compareça em bom número ao estádio. O time está merecendo.
No domingo, mais duas partidas. O Fluminense vai a Campinas encarar o Guarani. Vi o jogo entre Flamengo e Guarani e achei o time campineiro esforçado, porém com limitações técnicas. Entendo que se o Tricolor não se complicar a vitória é certa.
No Maracanã, haverá o jogo mais difícil para os cariocas. O Flamengo recebe o Santos, que voltou a vencer nos últimos jogos e está em busca da tríplice coroa (clube que ganha três títulos no ano). A partida para o Rubro-negro não é fácil, mas a ausência de Neymar é um ponto positivo para o time de Silas, que terá a chance de escalar pela primeira vez Deivid e Diogo juntos.
Bom, é esperar para ver se essa minha previsão se confirma. E você? O que acha? Pensa como eu ou discorda? Participe! Opine!

Os dois gols do Guarani, já nos descontos, na vitória sobre o Flamengo, deveriam servir de alerta para todos os participantes do Campeonato Brasileiro. Podem servir de exemplo para alguns, mas certamente passaram ao largo nas Laranjeiras.
Os tricolores podem ficar irados, porque o castigo foi exemplar. Todas as vezes em que o Fluminense faz um gol antes dos 20 minutos baixa sobre o time um relaxamento que beira a preguiça. A marcação afrouxa, os passes laterais se repetem e a bola fica restrita ao meio.
Deco e Conca, geralmente sofrendo marcações individuais, continuam a ser os donos da bola e nem sempre encontram soluções para agilizar os ataques. Contra o Palmeiras, depois do gol o Fluminense começou a sentir a pressão adversária e a falta de espaço para jogar.
No primeiro tempo os dois times erraram 31 passes, mais pelas pressões mútuas do que por falta de habilidade. O panorama foi o mesmo no segundo, com vantagem para o Palmeiras, mais ofensivo, perseguindo o gol de empate.
E ele veio aos 48 minutos, em bela jogada que terminou com um toque de Everton. O Fluminense disputou seis pontos no Maracanã e ganhou apenas dois por absoluta falta de atenção.
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A pior campanha dos cariocas. Esta é a pecha que o Flamengo carrega desde o reinicio do campeonato. Tem o pior ataque, com 14 gols em 18 jogos e sofre com déficit, porque sofreu 15. Parece não ter soluções, porque Val Baiano e Cristian Borja continuam sendo utilizados.
Tudo está errado na Gávea. Do goleiro ao ponta esquerda.
Na prorrogação do primeiro tempo, aos 47 minutos, Jean marcou de cabeça e fez Flamengo 1 a 0 sobre o Guarani. Aos 30 do segundo tempo, pênalti contra o Flamengo que Marcelo Lomba defendeu. Pensei cá comigo “É o dia do Flamengo, uma vitória que chega em boa hora”.
Aos 38, como de hábito, Val Baiano perdeu uma boa oportunidade, mas era só deixar a bola correr e o tempo passar. Ledo engano. Em dois minutos, aos 46 e 47, portanto nos acréscimos, o Guarani fez dois gols e venceu um jogo que parecia perdido.
Uma derrota como esta deve ser uma lição para todos os profissionais, pensei outra vez. Novo engano: o Fluminense fez um gol aos oito minutos, contra um São Paulo desorientado e sua torcida e seus jogadores passaram a pressentir a vitória.
O Fluminense começou a jogar preguiçosamente, centralizando as jogadas em Deco e Conca, enquanto a torcida cantava, comemorando uma vitória que parecia definida.
Mais eis que novamente o minuto fatal deu o ar de sua graça. Em um minuto, o São Paulo fez dois gols e passou a vencer o jogo. O lugar não era o mesmo, mas, inegavelmente, o raio caia sobre dois times cariocas, como um castigo à pretensão de ambos.
Mal refeito das minhas elocubrações, eis que o Flu tem um pênalti a seu favor. Pelo menos um dos dois vai se salvar a tempo, pensei.
Mas Rogério Ceni tratou de mostrar que a melhor definição do futebol é a do grande Benjamim Wright: futebol é uma caixinha de surpresas…

O Maracanã vai fechar, parcialmente, para as obras da Copa de 2014. Neste ano, o ritmo das obras vai ser lento, mas já o suficiente para mudar o cenário que o torcedor está acostumado. O estádio não vai ficar com a mesma capacidade apresentada no clássico Vasco x Fluminense. Mais de 80 mil apaixonados invadiram o estádio para dar um até breve.
O espetáculo escolhido não poderia ter sido melhor. Quatro gols, virada no placar, muita emoção, estreia, lambanças e tudo que pode compor um grande clássico. Pelas chances criadas, o empate foi justo, uma vez que os times alternaram bons momentos durante a partida.
Agora, de onde ninguém esperava veio a grande lambança da noite. Felipe, dono de técnica invejável, resolveu ser senhor de si e abusou da displicência ao tentar sair jogando dentro da área. Perdeu a bola e Zé Roberto, dispersou, deixou Julio Cesar roubar a bola e empatar o clássico.
Aliás, esta dupla do Vasco destoou do time no Maracanã. O Fluminense apresentou as suas armas. A jogada aérea e Deco. Só que a segunda ainda está descalibrada, como foi visto no fim do jogo. Agora, quando Deco entrar em forma, vai ser difícil segurá-lo ao lado do Conca.
Mas, o meu assunto é o Maracanã. Vem mais uma reforma e o torcedor vai curtindo os últimos capítulos desta história. A partir de janeiro, Engenhão, São Januário, Cidadania serão os novos palcos dos jogos dos cariocas.
O bom e velho Maraca vai sair de cena para receber, talvez, a última grande reforma. No entanto, antes de mudar de roupa, ele viu um grande clássico, à altura da sua tradição!!!

Um Vasco e Fluminense como nos velhos tempos. Maracanã lotado, torcidas empolgadas e times em ascensão no Brasileirão. De um lado, o Fluminense líder do campeonato e cheio de estrelas. Do outro, o Vasco crescendo sob o comando do técnico PC Gusmão, que tem um time para sonhar com voos mais altos em 2010. O banco de reservas pode fazer a diferença no domingo.
Os treinadores são estrategistas e talentosos. Muricy Ramalho tem mais currículo e um elenco mais forte nas mãos. Só que PC tem o mérito de ter reorganizado o Vasco, que estava perdido até a Copa do Mundo e era apontado como um sério candidato ao rebaixamento. Com as chegadas de Felipe, Zé Roberto, Éder Luís e Carlos Alberto, o time ganhou em experiência e qualidade.
Falando em qualidade, Deco é a próxima atração no lado tricolor, mas acho que Muricy vai deixá-lo como opção para o segundo tempo. Lançar o reforço logo no início pode ser repetir o erro cometido quando Belleti teve a estreia antecipada. Onde ele está? No departamento médico.
Além disso, o Fluminense está certinho no esquema 3-5-2. Quando Deco entrar, um zagueiro precisa sair, com Diogo sendo recuado para formar o terceiro zagueiro.
No Vasco, Carlos Alberto, que deve estar fazendo pressão no PC para começar como titular, o que é normal, pois ele quer sempre jogar, deveria ficar no banco. Ele está fora de forma e o time acertou com Eder Luís e Zé Roberto na frente.
Mesmo distantes na tabela do Brasileirão, não dá para apontar um favorito no domingo. Mas, uma coisa é certa: vai ser um jogão à altura das tradições dos clubes e do Maracanã.

O Campeonato Brasileiro ainda tem muita bola para rolar, mas o Fluminense está somando preciosos pontos na luta pelo bicampeonato. Sob a batuta do Muricy Ramalho, o time está jogando bonito. Quando Deco estrear, algo que vai acontecer no domingo, no clássico com o Vasco, o time vai ter um quarteto de respeito (Fred ou Washington, Conca, Emerson e Deco).
Com um parceiro forte (Unimed), a diretoria soube gastar nesta temporada, mas o grande reforço está no banco de reservas. Muricy Ramalho, expert em Campeonatos Brasileiros, deu liga ao time tricolor em pouco tempo. Há os críticos que reclamam que o Flu vence de pouco, mas eu pergunto: o importante não é vencer? Quantos pontos valem a goleada? Os mesmos três pontos do 1 a 0.
Hoje, o Flu é a cara do Muricy. Time eficiente, trabalhador e com cara de campeão. Se os concorrentes não abrirem o olho, o Tricolor vai disparar na liderança. Depois, não vale ficar chorando ou dizendo que foi sorte. Tem que trabalhar para não deixar abrir. Hoje, o Flu já tem quatro pontos de distância para o segundo colocado (Corinthians) e dez para o terceiro (Avaí).
Este Brasileirão periga ficar sem graça com muitas rodadas de antecedência. Se bem que algumas surpresas estão aparecendo. Com os reforços, o Botafogo cresceu e Joel Santana ganhou um bom banco de reservas, com muitas opções. O ataque, dor de cabeça do Flamengo, é motivo de sorrisos em General Severiano.
O Vasco, do invicto PC Gusmão, pode subir ainda mais na tabela. Quando Felipe entrar em forma, o time vai ganhar uma cara bonita. Se o Carlos Alberto colocar na cabeça que tem futebol para servir à Seleção Brasileira, o Vasco vai navegar em águas tranquilas em 2010.
Já no Flamengo, tudo depende das contratações que o Zico vai conseguir fazer. O ataque precisa de, pelo menos, dois jogadores. Um para formar dupla com Leandro Amaral e outro para a reserva, pois o campeonato é longo.
O São Paulo é a grande decepção neste início. Sobre os outros concorrentes dos cariocas, escrevo no próximo post. Boa semana!!