
Cada clube sonha com o seu grande reforço, aquele capaz de mudar o cenário atual (desesperador, diga-se de passagem). O Vasco apresentou Zé Roberto, mas ele só pode estrear em agosto, quando abre a janela de transferências internacionais. Até lá, Robinho, Caíque, Dodô e cia vão irritando a torcida. Philippe Coutinho e Carlos Alberto podem sair em breve. Não depende do Vasco, sim da Inter de Milão e Werder Bremen, respectivamente. Diego Souza cai bem em São Januário.
O Fluminense flertou com Tinga e Araújo, sonhou com Deco, que pode parar no Palmeiras, mas pode acabar convivendo com Rodriguinho e algum outro reforço do mesmo naipe. Você pode estar perguntando, mas e o Tcheco, Jorge Henrique e Cléber Santana não estão na mira? Estão, mas e daí? A mira tricolor, ultimamente, atira no que vê e acerta o que não vê.
O Flamengo vai perder o Império do Amor. Salvo uma reviravolta, Adriano e Love vão embora em junho. Os dois contratos (obra de algum gênio) terminam em maio. Se o time avançar na Libertadores, o que vai ser feito? Que capacidade de dar tiro no pé tem estes dirigentes. Os bons valores estão em baixa (leia-se Bruno, que anda brigando com ele e com a torcida).
O Botafogo é a esperança por dias melhores no Rio de Janeiro. Sem fazer muito alarde comprou o Herrera, um ótimo atacante, e está em busca do Maicossuel. Com Loco Abreu e Lúcio Flávio, este quarteto ficaria muito interessante para 2010. Sem contar que Caio e Edno, duas boas opções, ficariam no banco de reservas.
Você está satisfeito com o seu time? Quem você indicaria para o seu dirigente?

Adriano está fora. Dodô está dentro. Carlos Alberto fica no banco, assim como Petkovic. A rivalidade aponta um favoritismo para o Flamengo na decisão de uma vaga para a final da Taça Rio. Nas últimas quatro que os dois clubes disputaram, o time da Gávea ficou com a vaga. Neste domingo, quem leva a melhor? O momento é do Vasco. Vamos aos fatos. O time está mais descansado, conta com força máxima e vem de três vitórias. O Flamengo está mais preocupado com a Libertadores, não tem o Imperador e ainda vem de um empate com sabor de derrota no Maracanã.
Somando tudo isso, aponto o Vasco com um leve favoritismo neste domingo. Só que no futebol isso não garante uma vitória, muito menos a classificação para a final de um Estadual. Mesmo assim, tenho uma grande certeza para este domingo: o Maracanã vai reviver uma tarde daquelas, inesquecível, onde o maior ingrediente vai ser a emoção. Quem sabe, o estádio não ganha um colorido com mais de 60 mil apaixonados?
Nos encontramos na tela da Band, a partir das 15h30. Eu, Téo José, Edmundo e a equipe Band estaremos esperando por você!
* Após o clássico, escrevo sobre a classificação do Botafogo e emendo com a final da Taça Rio!!!

Uma das máximas do futebol, que eu sou contra, é de que quando um time vai mal, a solução encontrada pelos dirigentes é trocar de técnico. Quem está quase vivendo essa situação no Vasco é Vágner Mancini. Antes que alguém ache que o treinador não tem culpa pelos maus resultados, eu acho que tem… mas não é o único. Vamos aos fatos: o primeiro ponto a ser observado é de que vários jogadores contratados para essa temporada não foram indicações de Mancini. É bom lembrar que entre a saída de Dorival Júnior e a chegada do atual treinador, houve vários dias de especulação de outros nomes. Paralelo a isso, a diretoria anunciava a contratação de vários jogadores. Ou seja, o Vasco ”reforçou” o elenco sem o aval do seu técnico. Na minha opinião, erro de planejamento, já que, manda o bom senso o treinador indicar a contratação de jogadores, por isso, o primeiro a ser contratado tem que ser o técnico e depois os jogadores, essa é a ordem da coerência. Um outro ponto a ser analisado diz respeito a ausência constante de Carlos Alberto. No futebol de baixo nível técnico de hoje, é claro que o apoiador faz muita falta.
Se a defesa de Mancini foi feita, vamos agora as acusações: para mim, o treinador erra ao barrar o atacante Dodô. Se você tem no elenco um Fred, um Adriano, e decide barrar o Dodô, eu concordo. Agora, barrá-lo para colocar o Rafael Coelho me parece um equívoco muito grande, e mais: é criar uma área de atrito desnecessária com um dos jogadores mais qualificados do elenco.
Enfim, vamos ver até onde vai dar essa história, mas que Mancini não é o únicio culpado, ah isso não é mesmo!