
Em uma Copa do Mundo de baixo nível técnico, o polvo foi o grande destaque. Esta frase está correta? Na reta final, sim! Mas, alguns talentos despontaram na África. Foi uma Copa que arrebentou com os apostadores de bolão, inclusive eu, pois esperávamos mais de Kaká, Cristiano Ronaldo, Messi e os argentinos, italianos e franceses, assim como a final.
Holanda, principalmente, e Espanha protagonizaram uma final feia, cheia de “valentões” e cartões. O juiz se perdeu, em determinados momentos, no confronto que se transformou o Soccer City. De qualquer forma, o título foi bem entregue. A Espanha demonstrou que é possível vencer, ter talento e, acima de tudo, conquistar. O Brasil talvez tenha esquecido desta combinação nos últimos anos.
Forlán, do Uruguai, foi eleito, com justiça, o melhor da Copa. Ele e Suárez arrebentaram e levaram o time do Uruguai a uma posição impensável antes da competição. Afinal de contas, a equipe precisou da repescagem para carimbar o passaporte. Iniesta, Xavi e Davi Villa, especiamente, fizeram uma ótima Copa, assim como Casillas, melhor jogador em campo na final.
Outros destaques: Sneijder, Puyol, Lúcio, Klose, Özil, Müller, Seleção de Gana e alegria dos africanos garantiram o lado bom do Mundial. Decepções: Dunga, Felipe Mello (que não falhou no primeiro gol, pois a falha foi do Julio Cesar), França, Itália e a arbitragem, que intereferiu em vários resultados da Copa.
Agora, o que o Polvo quer saber é se em 2014 tudo vai ser diferente? Pelo menos, o país sede posso garantir que sim. Espero que dentro de campo também. Não dá para esperar 4 anos pelo encontro das feras e ficar com aquele gosto amargo na boca.

Foi uma vitória tipicamente espanhola. Teve coragem, ousadia, perseverança, técnica e tática. O domínio espanhol foi esmagador, a tal ponto que os alemães deram seu primeiro chute a gol aos 30 minutos. Nesta altura os espanhóis já tinham finalizado onze vezes.
Confesso que assisti perplexo o primeiro tempo. Enquanto os espanhóis atacavam, tocavam a bola, variavam as jogadas, os alemães faziam tudo para tirar a velocidade do jogo. Eu não conseguia entender a tática alemã.
Era chamar os espanhóis e criar terreno para o contra-ataque? Fazer passar o tempo e cansar o adversário? Os espanhóis chegaram a ter uma boa oportunidade ainda no primeiro tempo, com Villa, mas foi pouco para o domínio que exerciam.
Mal começou o segundo tempo e os espanhóis tiveram duas oportunidades. O primeiro ataque alemão se realizou aos 23 minutos, e foi só. Cinco minutos depois a Espanha fez seu gol, bem à sua maneira.
Um gol de zagueiro, que saiu de sua defesa em disparada e deu uma cabeçada com a força de quem quer vencer um jogo decisivo.
Os últimos dias na Copa do Mundo têm sido marcado pela falta de educação de alguns técnicos. Primeiro foi o Dunga, que distribuiu patadas e palavrões na coletiva após a vitória e classificação. E ele despejou tudo no Alex Escobar, que é um cara muito educado. Depois, foi a vez do técnico da “poderosa” Eslováquia, Vladimir Weiss, que não compareceu a entrevista coletiva desta terça-feira. Por último, o “grande” treinador da França, Raymond Domenech, se recusou a cumprimentar Carlos Alberto Parreira, técnico da África do Sul. O que está acontecendo?
Não acho que é apenas questão de educação. Postura e profissionalismo também passam por estas atitudes absurdas destes caras que ficam à beira do campo vociferando. Alguém já parou para observar o jeito de trabalhar destas figuras? Em sua grande maioria, os técnicos são pessoas extremamente vaidosas e que se acham acima do bem e do mal, como se soubessem mais que os outros.
Já passou da hora de pisar no freio e alguém travar estes mal educados. Se isso não acontecer logo, periga um “maluco” resolver partir para resolver estas questões no braço, na famosa lei do mais forte. Será que ainda nesta Copa vamos presenciar este tipo de atitude? Pelo que tenho visto, isso está bem perto. Cadê a FIFA? A entidade máxima do futebol e organizadora da Copa não pune ninguém? Virou casa da Mãe Jona. Com todo respeito., dona Joana!!

Confesso que espeva mais desta Copa do Mundo. Os jogos estão fracos e dão até sono. O baixo nível tem explicação? Ainda não encontrei, mas estou aceitando sugestões. De qualquer forma, acho que o Brasil pode trazer o hexa com mais facilidade que poderia supor antes da competição. Cadê os favoritos? Espanha, Itália, Alemanha e Inglaterra? Acho que a Copa do Mundo vai se transformar em Copa América. Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Chile estão em alta na África.
O chute de Mokoena, aos 42 minutos do segundo tempo, tocou na trave e nos corações dos africanos. Caía por terra um resultado que seria o presente para uma torcida que vibrou o jogo inteiro e teve a esperança de vitória na abertura da Copa do Mundo. Os africanos custaram a se encontrar em campo. Perdidos, sem nenhum esquema tático, sem jogadas pelos lados do campo, o jogo foi entregue de graça aos mexicanos. Os números definem a situação: a seleção mexicana teve 61% de posse de bola, embora não soubesse transformar este domínio em chances de gol.
A África só chegou perto do gol aos 22 minutos, e a partir daí sentiu que os adversários dominavam, mas tinham um futebol primário e previsível. Foi um contra-ataque com toques rápidos e precisos que terminou em gol dos africanos que deu ares novos à partida. Em três toques a bola foi parar nos pés de Tshablala e ele bateu forte e cruzado para abrir o placar. As vuvuzelas foram sopradas com mais força que atingiu os bafanas e quase criou o segundo gol nos pés de Modise aos 20 minutos.
Aos 25 minutos, um pênalti claro contra os mexicanos não foi marcado pelo árbitro do Uzbequistão. Para agravar o castigo, oito minutos depois o zagueiro Marques empatou para o México, em falha da marcação africana. Empurrados pela torcida, os africanos foram à frente, dominaram e no fim houve o chute de Mokoena, que bateu na trave e fez com que o goleiro Khune terminasse a partida ajoelhado, rosto entre as mãos, enfiado no gramado.
As emoções do jogo de abertura não contagiaram uruguaios e franceses, que fizeram uma partida morna, previsível e medrosa. O temor mútuo era tão grande que os dois times tiveram o mesmo tempo de bola em todo primeiro tempo. O pior foi o recurso usado pelas duas seleções: a violência. Houve uma sequência de cartões amarelos, que culminaram com a expulsão do uruguaio Lodeiro. Aí o Uruguai se encolheu, e o nosso conhecido Loco Abreu, que havia entrado minutos antes, transformou-se em zagueiro.
Terminado o jogo, veio-me a primeira certeza: eu acabara de descobrir porque uruguaios e franceses se classificaram na repescagem.

O tetracampeão Zagallo tem na ponta da língua os favoritos ao título da Copa do Mundo. Ele aproveitou a tarde de autógrafos para fazer as suas previsões. Mesmo de fora da competição, este ano o Velho Lobo vai ficar no Brasil, ele está torcendo pelo hexa, mas sabe que os concorrentes estão mais fortes na África.

“Além do Brasil, é claro, aposto na Itália, Argentina, que tem um ótimo grupo, Espanha e Inglaterra, que pode surpreender pelo talento do seu treinador”, ressaltou Zagallo, referindo-se ao italiano Fábio Capello. O Velho Lobo aproveitou o evento para mandar uma mensagem ao técnico Dunga. “Estou com vocês nesta luta. Se preparem porque tem cada pedregulho no caminho”, ressaltou o tetracampeão.
Zagallo participou de uma tarde de autógrafos da sua camisa de 58, em homenagem ao primeiro título brasileiro em Copas do Mundo. “Ali começou todo este caminho que hoje pode ser coroado com o hexa na África”, lembrou. A camisa custa R$ 99,90 e o público compareceu em grande número ao evento, que foi organizado pela Hawaii Sports e Estilo Carioca (fabricante da camisa).

Uma terça-feira histórica. Zagallo, Nílton Santos, Gerson, Carlos Alberto Torres, Jairzinho, Junior e Ricardo Rocha lançaram camisas comemorativas no Rio de Janeiro. Este time se reuniu para falar sobre futebol, é claro, e seleção brasileira. O técnico Dunga também entrou na roda de conversa dos monstros do futebol brasileiro. A foto abaixo mostra um dos momentos dos bastidores deste encontro, organizado pela Estilo Carioca (grife de roupas que fez as camisas retrô da Seleção)

Zagallo foi escolhido como representante da Seleção de 58. Nílton Santos foi o nome para a Copa de 62. Gerson, Jairzinho e Carlos Alberto Torres simbolizam a Copa de 70. Junior recebeu homenagem especial pela de 82. Ricardo Rocha foi escolhido para ser o representante do tetra, em 94, nos Estados Unidos. As camisas começam a ser vendidas nesta quarta (19). A linha adulto por R$ 99,90, exceção para a do Nílton Santos e Ricardo Rocha, que vai custar R$ 104,90.
Nílton Santos, que completou 85 anos no último domingo, esteve presente ao lançamento das camisas. Durante o evento, Zagallo se mostrou confiante na performance do Brasil na Copa da África. “Apoio o trabalho do Dunga, apesar de achar que o Adriano deveria ter sido convocado. Temos que dar força, porque é a Seleção é o Brasil na África”, destacou o Velho Lobo. Jairzinho, o Furacão da Copa de 70, demonstrou preocupação.
“Se o Kaká machucar, quem entra? Acho que vamos ter que torcer para nada acontecer com ele”, ressaltou o ex-atacante, que é recordista de gols em uma única Copa, tendo marcado em todos os jogos no México. O ex-lateral Junior, que representou a geração de 82, uma das mais fortes do mundo, está atento aos adversários na Copa do Mundo.

“Não estão falando muito da Holanda e da Sérvia, mas acho que estas duas seleções podem aprontar na Copa. Os times são muito fortes. Além destas, vejo a Inglaterra com uma outra postura, sob o comando do Fábio Capello”, elogiou o comentarista da TV Globo.

Gerson, vetado pelo departamento médico, Ricardo Rocha, que está no Kwait, e Carlos Alberto Torres, com problemas particulares, não compareceram ao evento.