
Dorival Junior resolveu pegar pesado para cima do atacante Neymar. Talvez a dose do remédio esteja sendo proporcional a humilhação e insubordinação que o treinador sofreu. Todo mundo viu, ao vivo ou em matérias sobre o caso, a falta de educação do jogador. A diretoria do Santos multou o atleta, mas Dorival queria mais. Então, ele sacou o atacante da equipe.
Mesmo afastado, Neymar foi até Campinas e viu o empate de 0 a 0 com o Guarani. Quarta é dia de clássico com o líder do Campeonato Brasileiro, o Corinthians, e todos esperavam pelo reaparecimento do garoto (até mesmo os adversários). Eis que surge a notícia de Santos: “Neymar segue afastado da equipe”. Entra em campo outra discussão: será que a punição na está atingindo o Santos?
Conheci o Dorival quando ele passou pelo Vasco e sei da sua seriedade, mas acho que é hora de chamar todos os envolvidos, trancá-los numa sala e colocar os pontos em discussão. O Santos, que sonha com a Tríplice Coroa, está no centro desta disputa, que já ficou entre os dois personagens.
A partir do momento que a diretoria multa, ela mostra que esta é a punição a ser tomada neste caso. Para não passar por cima do seu treinador, ela aceitou a punição na partida contra o Guarani. Só que começa a soar como um caso particular.
O Santos está acima do Neymar e do Dorival. O torcedor, que não é burro e percebeu o erro do atacante durante o jogo com o Atlético-GO, já fez o seu julgamento também, mas está sendo prejudicado.
Até o treinador da Seleção, Mano Menezes, entrou neste assunto e quer conversar com Dorival para saber como está sendo a conduta da promessa do futebol brasileiro nos bastidores. Será que vem outra punição por aí?

Mais uma vez, o Vasco cria inúmeras chances de gol, mas não tem um camisa 9 para empurrar a bola para o gol adversário. Foi assim contra o Atlético-MG, Avaí e, agora, Inter. Sete pontos que ficaram no caminho e não tem volta. Tudo porque não tem um 9. No elenco, não tem um jogador com esta característica. Alguém pode dizer: “Mas tem o Nunes”. Quando ele teve sequência? Ele está no departamento médico, de novo. Aliás, chegou machucado.
Élton, que nunca foi, para mim, o 9 ideal, era o 18, poderia exercer esta função. Só que o Vasco negociou o artilheiro da Série B para apostar em Rafael Coelho. Resultado: a bola não entra. PC Gusmão já testou várias opções, inventou algumas (como Carlos Alberto de centroavante) e nada.
Não é possível que nas categorias de base não tenha um camisa 9, um goleador. O Jonathan é bom jogador, mas não é o 9 esperado. Eder Luis está longe de ser o goleador. No máximo, ele e Zé Roberto são os preparadores das jogadas.
Com o atual elenco, o Vasco pode sonhar, no máximo, com uma vaga na Sul-Americana. Isso sem falar no companheiro do Dedé. O zagueiro está trabalhando por ele e por quem joga ao seu lado. Pode ser Fernando, que falhou no gol do Inter, ou Titi.
Para piorar o quadro, o departamento médico segue cheio. Pelo visto, a torcida do Vasco vai ter que esperar por Felipe e Carlos Alberto para 2011. Quem sabe, como uma boa pré-temporada, os dois não rendam o esperado.
Até lá, empates e poucos gols no caminho vascaíno nesta temporada!

Quem olha a tabela de classificação do Campeonato Brasileiro aponta o Fluminense como favorito no clássico deste domingo. Os 15 pontos que separam a dupla carioca aumentariam esta vantagem tricolor. Só que o futebol é recheado de detalhes. Um deles foi a rodada da última quarta-feira. O Flu perdeu, em casa, para o Corinthians. O Fla venceu o Grêmio Prudente fora de casa.
Três pontos capazes de mudar o otimismo do torcedor rubro-negro. A desconfiança deu lugar a uma euforia típica de quem senta na arquibancada. No entanto, ela ainda não desceu para o campo, onde os jogadores sabem que a pressão segue forte em cima do elenco do Flamengo. O técnico Silas também sabe disso, mas um clássico pode mudar tudo.
Uma vitória transforma, assim como a derrota interfere no ambiente. Falando em ambiente, o do Fluminense não é mais o mesmo. Depois das declarações do atacante Fred, o time perdeu o rumo das vitórias. Há quem afirme que a entrada do Deco ainda não deu o devido efeito na equipe, o que eu concordo. Só acho que ele tem vaga no time e cabe ao Muricy encaixá-lo ao lado do Conca.
Voltando para o Fla x Flu deste domingo, acho difícil apontar um favorito, mesmo com a tal distância na tabela. Este é um clássico que tem uma história. Quem não lembra de um dos últimos encontros, quando o Tricolor vencia por 3 a 1 no primeiro tempo? Quanto acabou a partida? 5 a 3 para o Flamengo. Este é um Fla x Flu, jogo que nasceu 40 minutos antes do nada (definição do jornalista/escritor/tricolor Nelson Rodrigues).
Se não arrisco um favorito, afirmo, sem dúvidas, que vai ser um jogão, daqueles emocionantes, como o citado acima. De qualquer forma, este Fla x Flu vai ser estranho, pois a tabela mostra uma distância de aproveitamento muito grande entre as equipes.

Fiquei muito mal impressionado com a atitude do Neymar no jogo do Santos com o Atlético-GO. Não precisava ser expert em leitura labial para entender o que ele estava dizendo para o Dorival Junior e o capitão do time, Edu Dracena. Depois da partida, a entrevista do René Simões foi mais um item para aumentar a minha perplexidade com tamanha falta de educação. Ou seria excesso de mimo?
Entendo que alguns rompantes fazem parte da idade, quem não cometeu um excesso quando era mais jovem?Só que começo a achar que Neymar está achando que pode tudo, que está acima de tudo e de todos. Sei que a fama e o dinheiro vieram como uma avalanche para este menino, mas ele precisa amadurecer e entender que a vida não dá tantas chances.
O pai do atleta, seu Neymar, já pediu desculpas pelo que o filho fez, mas foi informado que o atleta será multado. Não é a primeira vez que ele apronta e precisa ganhar um freio. Se isso não acontecer, a carreira vai ser colacada em risco. Hoje, a imagem tem muito valor (vide os contratos de imagem). Tiger Wodds sentiu isso na pela quando teve sua vida particular envolvida em escândalos sexuais.
Neymar precisa entender que ele é de uma geração que faz estilo, dita moda, mas precisa ter limite. Entre o mal educado e o mimado, vou ficar com a segunda opção. O pai mostrou que é contra o que o filho faz. Com isso, ensinamento nunca faltou ao jogador.
Para começar, Neymar tem que deixar a máscara fora de campo e aprender a respeitar as ordens dos superiores. Assim é a vida, mesmo que não gostemos. É assim que funciona.

Dois pontos separam o Flamengo da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Nove distanciam o Vasco do sonho de entrar no G4. O que estaria acontecendo com duas forças do futebol carioca e brasileiro? Erros extra campo, contratações erradas ou fragilidade dos elencos, qual a explicação? Quem tem culpa? Em que posições eles chegarão no fim da competição?
São muitas perguntas, mas são as mesmas que os torcedores estão fazendo pelas ruas do Rio. Antes da Copa do Mundo, o Flamengo era favorito ao título e o Vasco lutava para sair da zona de rebaixamento. Veio a Copa da África e tudo mudou. Na Gávea, Bruno, Adriano e Vagner Love foram embora, enfraquencendo o elenco rubro-negro. Zico chegou tentando organizar a casa, mas esbarra na burrocracia interna.
Em São Januário, Celso Roth se mandou para o Inter e PC Gusmão assumiu. De cara, o novo treinador ganhou vários reforços e fez o time subir na tabela. O problema é que a equipe empacou. Depois de muitos empates (10 ao todo), o Vasco entrou na fase da marola, não se aproxima do G4 e está 7 pontos do Z4, mas com um jogo a menos (é bom ressaltar).
Zé Roberto e Éder Luís entraram bem no time, mas Carlos Alberto não consegue ter sequência e Felipe está no departamento médico, junto com Ramon, que está fazendo muita falta.
No Flamengo, a demora na troca de comando somado aos reforços fora de forma dão o tom da dificuldade que o time tem para subir na tabela. Mesmo assim, Silas precisa, urgentemente, colocar o dedo em algumas feridas (leia-se: medalhões).
Pet não tem condições de ser titular e o treinador já percebeu isso. Agora, é hora de trocar o Ronaldo Angelim. Ele está lento na temporada 2010 e não dá para viver do gol do título brasileiro de 2009.
O problema maior no Fla é o ataque. Os atacantes não desencantaram na competição. Deivid e Diogo, as esperanças por dias melhores, estão fora de forma e sem ritmo. Então, sobra para o torcedor aturar o Val Baiano.
Estes motivos talvez expliquem o sobe e desce do Flamengo e do Vasco no campeonato.

O Talk-show de Bola, do Rock Bola, está arrebentando às quintas-feiras no Teatro dos Grandes Atores, na Barra. A galera reuniu as histórias do futebol, vinhetas engraçadas, vídeos esportivos e muito bom humor para divertir a platéia. A temporada começou em agosto, mas deve seguir até o fim do ano.
Além dos fieis ouvintes da Oi FM, o talk-show sempre conta com algumas presenças ilustres. O ator Thiago Rodrigues, a atriz e blogueira Christine Fernandes, musa do programa, Sérgio Maurício, apresentador da TV Brasil e SporTV, e o professor Sérgio Nogueira, mestre da Língua Portuguesa, já marcaram presença no Teatro.
Lopes está impossível com as suas histórias e coreografias. Tavares deixa o seu lado mais Véio falar mais alto e tem algumas sacadas impagáveis. Waguinho comanda, com Alexandre Araújo, o talk-show, sempre com muito bom humor. BB Monstro é o estagiário que todo mundo já conheceu uma empresa. Ele é o responsável pela interação com a plateia.

Toni Platão se juntou aos espectadores e se diverte na plateia, mas tem sempre o seu nome lembrado nas histórias (em especial, com Lopes Maravilha).
O talk-show é para quem gosta de futebol, esporte e está disposto a se divertir.

Fiquei surpreso quando ouvia a Rádio Globo e o atacante Fred estava chutando o balde pra cima do coordenador médico do Fluminense, Michael Simoni. Dividi minha atenção entre o trânsito e a entrevista coletiva. Alguns trechos foram bem pesados. Então, resolvi ligar para o médico em questão.
Parei o carro e ouvi as suas explicações. Foram bem pesadas e vou reproduzir alguns trechos do meu bate-papo com o Michael Simoni, ex-coordenador médico do clube.
Nova contusão: “Ele sofreu um estiramento de um centímetro, que eu detectei logo. Sempre fiz tudo por ele, para que o Fred se recuperasse o mais rápido possível, assim como ajo com os outros jogadores”.
Prazo: “Em nenhum momento, ele foi forçado a nada. O Fred voltou dentro do prazo e estava liberado para a preparação física. Depois de 10 de treinamento, ele começou a reclamar de dor no local. Fizemos um exame de imagem e foi detectado o novo estiramento, o que é normal em uma volta ao trabalho de campo”.
Palmeiras: “Ele pediu ao Ronaldo Torres para enfrentar o Palmeiras, mas depois reclamou da dor. Conversou comigo e pediu para que eu não informasse nada à imprensa. Entendi e resolvemos apenas dizer que ele estava inseguro, o que também é verdade”.
Saída do Fluminense: “Não tem como continuar no clube depois deste episódio. O Fred acha que pode tudo. Tenho uma vida profissional que não vai ser manchada com acusações infundadas. Infelizmente, ele vai continuar tendo poder dentro do clube”.
Fred: “Ele é uma decepção, pois fiz de tudo por ele e agora vem com acusações descabidas e sem base”.
Michael Simoni pediu demissão logo após a entrevista do atacante tricolor, que segue desfalcando o Fluminense.
Quem tem razão? Era uma questão para ser tratada em público? Internamente não seria melhor? O debate está aberto!

Amigos, acabo de chegar de férias e, para minha surpresa, vejo que o debate mudou de lado e ganhou um cunho extra-Flamengo, algo que não foi proposto por mim. Digo e reafirmo o que trouxe no post anterior, Zico não participa de estranhas relações dentro da Gávea.
No post, trago um email que li no Terceiro Tempo, do jornalista Milton Neves, enviado pelo filho do ex-presidente do clube. Nele, o cara dispara contra a presidente garantindo que o marido dela tem participação nas decisões do clube. Este foi o X da questão, a discussão ética do post.
Fato este que entendo ser de interesse dos torcedores. Sendo verdadeiro, demonstraria apenas a forma pela qual o clube está sendo conduzido a várias mãos e, se falso for, traria à tona uma briga interna com a oposição e justificaria, ainda mais, o título do post sobre a ética de modo amplo.
Em nenhum momento, julguei ninguém, muito menos o Zico (até porque sua gestão está apenas no início), o que fica nítido em posts anteriores de minha autoria. O que levantei foi um debate sobre a participação de familiares no ambiente profissional.
Andando na Gávea é comum alguém se aproximar e trazer estas informações. Bruno, filho do meio, que está sempre com o pai, confirmou na Rádio Tupi que, eventualmente, faz uma atuação junto ao futuro reforço. Ele explicou que isso se deve ao fato de o Zico ter ficado muito tempo longe do país e não ter uma lista de contatos atualizados.
Confio no trabalho do Galinho, mas não fui o único a questionar as contratações de Borja e Val Baiano e, por conseguinte, como toda a grande imprensa esportiva, tentar achar as causas para tais erros e propor soluções.

O que vou trazer daqui pra frente não é um caso isolado, não acontece só no Flamengo, mas ganha uma proporção maior quando o clube em questão é o de maior torcida no Brasil. Brigas políticas, disputa pelo poder e influência nas decisões estão em pauta na Gávea. Até que ponto a relação familiar pode ter peso na decisão profissional? É ético usar desta relação para beneficiar alguém?
Ética é uma palavra simples. Vem do grego ethos, que significa modo de ser, caráter, comportamento. É o ramo da filosofia que busca estudar e indicar o melhor modo de viver no cotidiano e na sociedade. Diferencia-se da moral, pois esta se fundamenta na obediência a normas, tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos, a ética, ao contrário, busca fundamentar o bom modo de viver pelo pensamento humano (definição pesquisada na Wikipédia).
Lendo o site Terceiro Tempo, do jornalista Milton Neves, vi um email enviado por Andre Dumbrosck, filho do ex-presidente do Flamengo, Delair Dumbrosck, no qual ele relata a interferência direta do marido da presidente Patrícia Amorim, Fernando Shima. Segundo Andre, Fernando tem sala na Gávea e voz nas decisões tomadas pela mandatária rubro-negra. O detalhe é que quem foi eleita pelos associados foi a ex-nadadora, não o marido.
Talvez isso explique, um pouco, a grande dificuldade que o diretor executivo Zico, maior ídolo do Flamengo, vem encontrando para tentar solucionar problemas imediatos no futebol. No entanto, há quem garanta que existe um outro problema no departamento de futebol. As contratações dos atacantes Cristian Borja e Val Baiano teriam sido feitas através da empresa do filho do craque.
Junior, filho mais velho do Galinho, atuaria em parceria com Alan Espinosa, filho do ex-treinador Valdir Espinosa, e seria o responsável por algumas contratações. Então, entra em discussão a ética. Até que ponto a relação familiar pode entrar na atividade profissional?
Zico tem um nome a zelar no Flamengo e não aceitaria participar destas estranhas relações, pois poderiam manchar a nova carreira. A de jogador de futebol é inatacável e vencedora.

O sonho de ter Ronaldinho Gaúcho na Gávea não acabou. A presidente Patrícia Amorim, que se reuniu duas vezes com Assis, irmão e empresário do craque, em julho, quer o jogador em 2011. Para isso, ela entrou em contato com o representante do atleta para tentar a assinatura de um pré-contrato para dezembro, seis meses antes do fim do vínculo com o Milan.
O problema rubro-negro é o interesse dos italianos (leia-se Silvio Berlusconi) em renovar com Ronaldinho Gaúcho até 2014. Segundo informações vindas da Itália, o dono do Milan sonha com um esquadrão rossonero capaz de tirar a hegemonia da Inter. A maior prova são as duas últimas contratações do clube: Ibrahimovic e Robinho, este contratado por mais de R$ 40 milhões.
Mesmo assim, Patrícia Amorim não desiste e tenta sensibilizar o craque do Milan com um contrato milionário e com duração de 30 meses. Ronaldinho Gaúcho receberia R$ 15 milhões por ano, entre salários e direito de imagem, que seria explorado por um pool de empresas.
Zico já sabe da vontade da presidente e aguarda uma resposta do irmão do craque. De qualquer forma, a negociação só seria concretizada em junho de 2011, quando Ronaldinho ficaria sem contrato com o Milan.