
* Belletti está fazendo turismo no Rio de Janeiro financiado pelo Fluminense?
* Depois de ter uma das melhores zagas e um dos piores ataques o Flamengo resolveu inverter e ser um dos times que mais faz gol e que mais sofre também?
* Se o Botafogo continuar nesse ritmo de expulsões e contusões, Joel terá que escalar os juniores na última rodada ou a diretoria já tem contratações em mente?
* O Neymar é o Menino da Vila ou a Vila é do menino?
* Se o Vasco empatar todos os jogos daqui pra frente cai, fica na zona neutra ou vai para sul americana?
* Será que o Ronaldo Fenômeno ainda joga nesta edição do Brasileirão ou está sendo poupado para a estréia do paulistão 2011?
* Vanderley Luxemburgo disse que se o galo caísse seria com ele. Como será que ele explica sua demissão?
* Vanderlei Luxemburgo disse uma vez que nunca voltaria a dirigir o Santos? Será que ele cumpre a palavra em caso de uma boa proposta?
* Por que aparentemente quase ninguém sente falta do Luis Fabiano na seleção?
* Se o Macaé subir pra série B, onde vai mandar os seus jogos? No Engenhão?
* Qual será o nome do Grêmio Barueri, quer dizer, Grêmio Prudente, em 2011?
*colaborador do Monstro: Danilo Silveira (www.oscraquesnarede.blogspot.com)

Impressiona-me, e muito, a capacidade que a imprensa tem de influenciar a cabeça das pessoas. Assim que saiu a lista de convocados de Dunga, um número imenso de jornalistas, com 7, sete é pouco, pedras na mão, criticaram o treinador por não ter levado os (até então) meninos da Vila.
Não sou fã de Dunga e critiquei sua convocação, mas não queria ver Neymar com amarelinha, e sim Paulo Henrique Ganso, que apresentava nos gramados maturidade suficiente para integrar uma seleção em uma Copa do Mundo. Neymar sempre me passou desconfiança.
Sempre achei “estranho” as tais dancinhas após cada gol. Neymar sempre foi debochado nos gramados. Mas ai de mim abrir a boca para falar isso em alguma roda de amigos: “Você está maluco”, “Esse é o futebol arte do Brasil”, “Está aí o futebol alegre e o Dunga não convoca o garoto”.
Jornalistas foram para a porta da casa do treinador jogaram holofotes em sua janela no meio da noite pedindo a convocação dos (até então) meninos da Vila. O tempo se passou, o técnico da seleção mudou, o Brasil fracassou na Copa do Mundo, e então, Mano Menezes convocou Neymar. O garoto correspondeu, jogou bem, marcou gol. Tudo uma maravilha!
Porém, seu ar de deboche continuava o mesmo, sem tirar nem colocar. Até que há uns 15 dias, o menino se envolveu em confusões com o técnico Antônio Lopes em uma partida contra o Avaí. Dias depois, outra confusão. Desta vez, com jogadores do Ceará.
Na última quarta, Neymar resolveu discutir com Dorival Júnior. Após a partida René Simões falou à imprensa: “Estamos criando um monstro”. E os jornalistas resolveram tomar isso como verdade. Pronto! Aí está! Neymar tornou-se, em menos de um mês, um monstro.
Talvez muito por culpa da mídia, que sempre exaltava o garoto, achava tudo belo, qualquer coisa que ele fazia era lindo e maravilhoso. Mas e agora? Onde estão os jornalistas que tanto defenderam o menino? Ou todos eles foram demitidos de seus veículos de informação em uma “conspiração anti-Neymar”, o que acho improvável, ou então, eles mudaram de opinião.
O fato é que o principezinho da Vila virou sapo em poucos dias. E o Dorival Júnior hein?! Tanto defendeu o menino, tudo era belo, os marcadores eram maus, batiam em Neymar, não deixavam o garoto jogar bola em paz. Agora o comandante pediu o afastamento do jogador por 15 dias. Pois é, como é o futebol!
Assim fica difícil entender as coisas. O mundo do futebol nos permite tais situações. Herois se tornam vilões, e vice versa, em cerca de dias, minutos, horas a até segundos. Neymar tem erros, defeitos que precisam ser corrigidos, e torço para que sejam, mas não se tornou um vilão por tais atitudes
Nem um Deus nem um diabo, força Neymar, porque potencial você tem. E sabe disso.
*colaborador do Monstro: Danilo Silveira (www.oscraquesnarede.blogspot.com)

Três cariocas estiveram em ação pela 18ª rodada do Brasileirão. Uma vitória, um empate e uma derrota. Jogando fora de casa, o Botafogo teve certa dificuldade para derrotar a equipe do Prudente, que começou a partida pressionando o alvinegro. Com 20 minutos, Jéferson já tinha trabalhado muito, fazendo defesas importantes.
O segundo tempo começou sem animação. O jogo ficou lento e sem muitas oportunidades. Joel tirou Herrera para colocar Edno e, em seguida, colocou Renato Cajá na vaga de Abreu, que saiu reclamando. Aos 30, um presente para os alvinegros. Cajá tocou na frente para Maicosuel, que soltou a bomba e garantiu mais um triunfo do Botafogo. Agora, são 6 vitórias em 7 jogos.
No Maracanã, o líder Fluminense recebeu um justo castigo, tomando o gol de empate aos 47 do segundo tempo. A qualidade da equipe de Muricy Ramalho é quase que indiscutível. Deco e Conca, pelo meio, formam uma dupla espetacular, o incansável Émerson dá muita velocidade ao time.
Muricy pode montar uma equipe, rápida, veloz e que jogue bonito, mas o principal problema é achar que quando o time está vencendo a melhor opção é recuar. Mais uma vez isso aconteceu. A equipe vencia até os 48, mas o atacante Ewerton, que entrou no lugar de Valdívia, empatou a partida, fazendo o tricolor perder mais dois pontos dentro de casa.
De qualquer maneira, o Flu continua líder, já que o Corinthians teve seu jogo adiado, graças à festa do centenário do clube. Mas o tricolor poderia ter aberto uma vantagem maior em relação à equipe paulista. É o quinto empate do tricolor jogando no Rio após a Copa do Mundo. Recuar o time pode custar caro ao fim do Brasileiro.
Em Minas, o Flamengo caiu diante do Cruzeiro. Porém, apresentou. A equipe, que estreou o técnico Silas, até que começou bem, mas aos nove, depois de um bate rebate dentro da área, o atacante Robert completou para as redes abrindo o placar. E o rubro negro se perdeu.
Começou a apresentar falhas defensivas, e cada vez mais a equipe de Cuca chegava perto do segundo gol. Marcelo Lomba aparecia muito bem. Em uma bobeada da zaga cruzeirense Corrêa quase empatou a partida. O time voltou melhor para o segundo tempo, buscando o empate. Porém, o meio campo ainda estava desorganizado, mostrando que Silas terá muito trabalho.
O lance capital, que mudou a história do jogo aconteceu num erro da arbitragem. Lançamento na frente para Thiago Ribeiro e Jean chegou protegendo. O atacante cruzeirense caiu e o juiz marcou falta e expulsou o zagueiro rubro negro.
Isso fez com que o time mineiro tivesse mais espaço para jogar. Montillo, Thiago Ribeiro e Roger envolviam o rubro negro que tentava não se encolher, mas não conseguiu empatar a partida.
*colaborador do Monstro: Danilo Silveira

A carreira de um jogador começa na base. Lá ele aprimora fundamentos, erra, aprende e evolui. Quando sobe para o futebol profissional, muitas vezes sofre um impacto muito grande. Porém, há craques que já entram no futebol de cima jogando muito e mostrando personalidade como foi o caso de Robinho.
O menino da Vila surgiu para o Brasil e para o mundo em 2002, quando somado a uma geração de craques, levou o Santos ao título brasileiro. Em 2003, a equipe chegou a final da Libertadores, mas foi derrotada pro Boca. Em 2004, ele marcou 21 gols em 36 partidas, chamando atenção de clubes europeus.
E assim, ele partiu para Espanha. O destino era o Real Madrid. Muitos comparavam o garoto a Pelé e esperavam que Robinho, em breve, se tornasse o melhor do mundo. Porém, não foi o que aconteceu. Algumas boas atuações, outras não, e nem titular absoluto ele era. Venceu o Espanhol por duas temporadas seguidas (2006-2007 e 2007-2008) e a Supercopa de 2008.
Na Seleção, ganhou a Copa das Confederações (2005) e Copa América (2007), sendo eleito o melhor jogador da competição, com a seleção brasileira. Fez parte do elenco que foi a Copa do Mundo da Alemanha em 2006.
Em 2008, Robinho estava em baixa no Real Madrid e saiu pela porta dos fundos, brigado com a torcida. O destino foi o Manchester City. Não conseguiu muito sucesso e retornou ao Santos, emprestado, com objetivo de reencontrar seu futebol, visando à Copa do Mundo 2010. Foi campeão paulista e chegou à Copa do Mundo como uma das esperanças brasileiras, mas fracassou. E muito.
Robinho teve uma postura muito ruim na Copa da África. Uma pena. Não pelo futebol, mas pela irritação. O menino da Vila, que encantava com futebol moleque, estava esquisito, diferente, mudado. Discutindo com árbitros, com um semblante feroz, parecia que estava numa guerra.
Voltou do Mundial e ergueu a taça de campeão da Copa do Brasil com Santos, era o capitão da equipe. E logo depois voltou ao seu clube, o Manchester City, e agora está de saída.
A vida sempre dá chances às pessoas e pelo visto Robinho está tendo mais uma. O Milan não se encontra nos melhores dos seus dias. O casamento pode ser perfeito. Torço por Robinho. Não esse Robinho envolvido em polêmicas, em baixa no Real Madrid, descontrolado na Copa do Mundo, mas pelo Robinho que joga bola.
Afinal, foi assim que ele encantou o Brasil em 2002. Ainda tem tempo para se consagrar como grande jogador de futebol e disputar pelo menos duas Copas do Mundo. Tem várias temporadas europeias pela frente.
O tempo não passa tão devagar como muitas vezes parece. Mas também não voa como nos dá impressão. Robinho está em uma idade intermediária para o futebol. Tem tempo e experiência de sobra para brilhar pelo mundo afora. Fica a torcida pelo craque!
*colaborador do Monstro: Danilo Silveira

O Brasil tem o poder de revelar craques em uma velocidade assustadora. Cada dia surge uma nova joia. O exterior é o destino da maioria deles depois de fazerem sucesso por aqui. Não é à toa que a UEFA Champions League terá mais de 80 brasileiros espalhados pelos clubes. E muitas das vezes esses craques estão “escondidos” em times de menor porte.
Muitas pessoas olham a série B como um torneio de um nível técnico muito baixo e um futebol muito fraco. Não é bem assim. Obviamente, na série B, não se encontram times com a qualidade técnica de um Fluminense, São Paulo ou Cruzeiro, mas a segunda divisão do Brasileirão tem bons jogadores, que merecem atenção especial.
Acompanhando a série B, principalmente às terças-feiras, deparo com alguns nomes conhecidos, e até me surpreendo pelo fato de estarem jogando fora da primeira divisão. O que falar de Dodô? Artilheiro no Botafogo em 2007, valorizado no mercado e disputado por muitos clubes. Hoje, ele faz parte do elenco da Portuguesa.
O que falar de Reinaldo? Fazia parte do elenco do tricampeonato do Flamengo em 2001, jogou em clubes grandes como São Paulo e Botafogo, mas hoje está no Figueirense. Marcelinho Paraíba, jogador de seleção brasileira, atuou pelo Grêmio, Flamengo e hoje está no Sport. Morais, promessa vascaína, atua hoje pelo Bahia.
E tal situação não se limita as quatro linhas. Ney Franco, campeão da Copa do Brasil com o Flamengo em 2006, técnico do Botafogo em 2009, caiu com o Coritiba ano passado e continuou no cargo, disputando a série B.
Renato Gaúcho, campeão da Copa do Brasil em 2007 e vice-campeão da Libertadores com o Fluminense, em 2008, até um mês atrás estava no Bahia. Geninho, campeão brasileiro com Atlético-PR, em 2001, hoje dirige o Sport.
Jogar a série B não significa o fim do mundo. Muitos jogadores, considerados bons, passaram por lá. Aliás, por ter o mercado menos cobiçado, torna-se uma vitrine interessante. Lá, Cuca, em 2009, foi encontrar o volante Willians, hoje cotado para ir para seleção brasileira de Mano Menezes.
Aliás, Mano, hoje considerado um dos melhores técnicos do Brasil, passou por lá duas vezes, subindo com Grêmio e Corinthians. Portanto, olhem para série B com bons olhos.
Lá se encontram bons jogadores, grandes promessas. Olhem para Ciro, atacante do Sport. Reparem o talento de Willian, atacante do Figueirense. Quem sabe, num futuro próximo, eles não possam estar brilhando pelos gramados da série A?
*colaborador do Monstro: Danilo Silveira

A UEFA sorteou os grupos da próxima edição da Champions League. Além disso, foram premiados os melhores da temporada anterior, com dois brasileiros na lista (Julio Cesar e Maicon). Ao longo da semana, vamos debatendo grupo a grupo da Liga e suas dificuldades. O Grupo A conta Inter de Milão, Werder Bremen, Tottenham e Twente e promete ser um dos mais equilibrados desta edição.
A atual campeã da Champions League, Inter de Milão, dos brasileiros Júlio César, Maicon e Lúcio, terá pela frente adversários difíceis como o Werder Bremen e o Tottenham, que vieram da fase de classificação. A equipe de Milão vem forte para a temporada, contando com o talento do trio de ataque Samuel Eto’o, Sneijder e Diego Milito e com uma defesa sólida.
O Werder Bremen derrotou a Sampdoria em um duelo dramático. Depois de vencer por 3 a 1, em casa, a equipe chegou a estar perdendo por 3 a 0 no jogo de volta, mas um gol salvador nos acréscimos levou a partida para prorrogação, onde a equipe fez um gol e garantiu a classificação. O mais novo reforço da equipe alemã para a fase de grupos da Champions League é o volante Wesley, que veio do Santos e tem tudo para dar certo.
O Tottenham, por sua vez, passou sufoco diante do Young Boys. A equipe chegou a estar perdendo por 3 a 0 no primeiro jogo, mas conseguiu diminuir para 3 a 2. Na partida de volta, os ingleses venceram por 4 a 0, com três gols do grandalhão Peter Crouch, garantindo presença na fase principal da Champions League.
Atenção para o bom e veloz meio campista Lennon, que esteve na Copa do Mundo 2010 com a camisa da Inglatera, e para o meia mexicano Giovanni dos Santos, que também esteve no mundial da África.
Desbancando Ajax e PSV, o Twente sagrou-se campeão holandês da última temporada garantindo vaga na fase de grupos da Champions League. A equipe conta com o sulafricano Parker. Em um grupo já embolado, os holandeses chegam para tentar uma vaga nas oitavas.
*colaborador do Monstro: Danilo Silveira

As últimas semanas têm sido bem agitadas no STJD. Primeiro, houve a confirmação da punição ao Grêmio Prudente, que perdeu três pontos por ter escalado o atleta Paulão de forma irregular contra o Flamengo. Depois, multou o São Paulo por ter ultrapassado o limite de tempo para voltar ao campo contra o Atlético-PR.
Destaque, porém, para a dupla Neymar (Santos) e Carlos Alberto (Vasco) que chamaram a atenção daqueles que acompanham as notícias do STJD. A dupla, protagonista dentro de campo, dessa vez protagonizou duas situações que evidenciam bem o novo tempo vivido pelo esporte que, cada vez mais, está integrado à realidade virtual.
O meia-atacante do Vasco foi expulso contra o Vitória, ao “aplaudir ironicamente a arbitragem após receber cartão amarelo”, conforme consta na súmula da partida. Já o atacante Neymar estava correndo risco de ser denunciado em virtude de ter sido publicado em seu twitter o seguinte comentário: “juiz ladrão vai sair de camburão”, após um pênalti marcado contra seu time e que tinha como adversário o Vitória.
Caso tivesse sido denunciado, o atacante santista teria de responder pelo mesmo artigo que o atleta vascaíno, o artigo 258 – assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva. Entretanto, o jovem craque da equipe santista não foi denunciado em virtude de ter alegado que não foi ele quem teria escrito tal comentário ofensivo ao árbitro, conforme declaração dada pelo Procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt.
A decisão da Procuradoria em não denunciar o atleta santista abre um precedente perigoso para casos parecidos. A partir de agora, basta o treinador ou atleta escrever algum comentário desrespeitoso em seu twitter e logo depois apagar e dizer que não foi ele quem escreveu? A declaração será divulgada, terá sua finalidade atingida e o declarante ficará de vítima por ter tido sua senha burlada.
Ótima dica para o Carlos Alberto e outros que, da próxima vez, devem ficar quietos e, após a partida, twittarem o que quiserem contra a arbitragem da partida. É só dizer que não foram eles que fica tudo certo.
A propósito, é mais grave chamar o juiz de ladrão ou aplaudir ironicamente após receber cartão amarelo?
*colaborador do Monstro: Fabrício M.de Oliveira
twitter: @famoliveira01
Desde que chegou ao comando do Grêmio, o técnico Silas sofreu com a pressão e com a desconfiança do torcedor. Apesar de o clube ter se reforçado de maneira bem satisfatória na virada de 2009 para 2010, o comandante, que fez sucesso com o Avaí no ano passado, não conseguiu o mesmo sucesso no tricolor gaúcho.
O Brasileirão, então, começou, e o time não dava sinais de que faria boa campanha, o que se tem confirmado, pelo menos, até o presente momento. No entanto, eis que desembarca no Olímpico uma figura conhecida: trata-se de Renato Portaluppi, ex-ídolo do clube, pelo qual conquistou a Libertadores e o Mundial, ambos em 1983.
Apesar disso, Renato Gaúcho – que disse um dia que jamais treinaria Grêmio ou Internacional – chegou ao Olímpico com status de salvador da pátria, aquele que iria tirar o Grêmio da situação crítica que vivia – e ainda vive – no Brasileirão. Logicamente, é difícil esperar que uma simples troca de comando vá mudar o panorama no Sul.
Pode-se tomar como exemplo o Vasco de PC Gusmão. Com a chegada do novo treinador, o clima no clube mudou, o ambiente está diferente, melhor, mais próspero, se assim podemos dizer. A mudança de comando deve vir acompanhada de uma mudança de ânimo.
Com um toque de empenho e dedicação – aliada, certamente, a alguns reforços -, o Imortal pode virar o jogo, e evitar um novo descenso para a série B, afinal time grande pode cair uma vez, mas, na segunda, a coisa complica.
*colaborador do Monstro: Flavio Amaral

O futebol já cansou de provar que não é uma ciência exata, e que prognósticos, adivinhações e estatísticas todas vêem abaixo quando a bola rola em campo, ou seja, campeões ou rebaixados só serão confirmados quando os prognósticos de Osvald de Souza forem de100%, pois se houver a mínima chance para um time ser campeão ou se livrar do rebaixamento, nós simples mortais não podemos afirmar nada.
A campanha de 2009 do Fluminense é uma prova real do que o futebol pode fazer com quem arrisca desafiá-lo. A maioria absoluta já tinha rebaixado o Fluminense por antecipação, e o que ouvíamos em programas de debate, era que o Flu já estava na segunda divisão e a única dúvida era quem seriam os outros clubes a lhe fazer companhia.
A mesma coisa ocorreu na parte superior da tabela, por muitas rodadas muitos afirmaram que o Brasil já tinha um novo campeão, e que esse era o Palmeiras, mas o que aconteceu no final? Bem, Fluminense usou os 0,3 % de chance que tinha e se livrou do rebaixamento e o Palmeiras desperdiçou os 53% de chance de ser campeão e nem se classificou para Libertadores, mas infelizmente parece que os erros não trouxeram ensinamentos.
O que vejo hoje parece ser uma repetição de uma história antiga, mudando-se os personagens mais com o mesmo roteiro. O Fluminense hoje é o time do momento, um bom plantel, um treinador de ponta, uma estrutura confiável, além de estar apresentando um bom futebol e com resultado, preenchendo todos os requisitos para que comentaristas dos 4 cantos do país já o coloquem muito a frente dos outros clubes e com uma mão na taça.
Parece brincadeira, mas depois de 15 rodadas como podem apontar um campeão? E o pior é que essa onda contamina a todos, até a diretoria já afirma que se o Fluminense não ganhar ou pelo menos chegar a Libertadores será um desastre. O sucesso e o fracasso no futebol andam muito próximos, um gol perdido, uma falha, e de repente um herói se transformar em vilão.
Não acho nenhum absurdo se o Fluminense 2010 não for campeão e repetir o que fez o Flu de 2009, que não foi rebaixado, o que surpreendeu muita gente e derrubou muitos comentários precipitados, mas mesmo se o time não ganhar o título, não será nenhum desastre como muitos afirmam, mas será mais uma prova de que a melhor maneira de fazer algum comentário sobre futebol e depois que a partida acaba.
*colaborador Monstro Luciano Silvério
www.twitter.com/ticosilverio
www.concentracaodoesporte.blogspot.com

Assim como João Saldanha, acredito que presidentes servem para escalar Ministérios. Entretanto, o presidente Lula foi muito feliz ao afirmar que seria relevante para a Confederação Brasileira de Futebol que houvesse uma mudança de comando a cada oito anos. Há 21 anos, Ricardo Teixeira preside a CBF. Sua gestão apresenta acusações de nepotismo, uso do dinheiro da CBF para financiar viagens de autoridades a países nos quais são realizadas competições da Seleção e até mesmo desvio de verba para financiar a própria choperia do atual presidente.
Os casos foram pauta de mais de uma CPI – a maior delas, a CPI do Futebol – mas, supostamente, todas acabaram em pizza devido ao apoio de um bom número de deputados designado como “Bancada da Bola”. O litígio com os clubes brasileiros torna ainda mais esquisito Ricardo Teixeira conseguir pela quarta vez consecutiva se eleger presidente da CBF.
Mesmo com a mal contada história de, após assinar com a fornecedora esportiva Nike em 1996, a Confederação passar a ficar no vermelho ano após ano, a influência de Teixeira continua suficiente para ficar no cargo. As participações da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 2006 e de 2010 comprovaram que há algo errado no aparato que fica ao redor dos jogadores que vestem a camisa do Brasil. Por que não tentar um novo nome para a presidência da Confederação Brasileira de Futebol?
Numa análise sobre as equipes de futebol espalhadas pelo Brasil afora, também se comprova o amadorismo. É bem verdade que o Clube dos 13 tem boa parcela de culpa, pois apresenta muitos deslizes na função de organizar os principais clubes do país. No entanto, a CBF não contribui muito para que o panorama melhore. Afinal, é mais interessante manter uma certa subordinação.
Em seus oito anos de mandato, Lula pode ter cometido seus erros à frente da presidência do Brasil. Mas ele está certo ao sugerir uma alternância de poder para a Confederação Brasileira de Futebol. Seria um bom começo tirar o poder das mãos de Ricardo Teixeira. O mal que ele fez ao futebol brasileiro já foi mais que suficiente.
O autor desta crônica deixa claro que não é favorável a uma intervenção do governo federal no futebol.
*colaborador do Monstro: Vinícius Faustini