Acordo tácito
Postado por Sergio Noronha dia 29 11 2010 categoria Sérgio NoronhaQuando o Palmeiras fez o primeiro gol antes dos cinco minutos de jogo o nervosismo começou a tomar conta do time do Fluminense. Talvez porque o gol nasceu de uma falha da defesa, mas ficou claro que os tricolores não esperavam tal recepção Palmeiras.
O empate veio logo depois, em um belo chute de Carlinhos, m as não foi o suficiente para acalmar o Fluminense. Por afobação, precipitação, pela péssima forma técnica de Fred, o Fluminense, que já tinha chegado em uma cabeçada de Emerson na trave, perdeu claras oportunidades aos 21,28, 36 e 38 minutos, mostrando o nervosismo nas chuteiras dos seus jogadores.
Tão evidente era a precipitação que Muricy Ramalho pediu apenas uma providência aos seus jogadores: calma. Fred perdeu nova oportunidade aos sete minutos, mas logo depois Tartá teve calma para colocar no canto e marcar.
E a partir daí ficou claro que a recomendação de Muricy não tinha sortido efeito. Inexplicavelmente o Fluminense passou a atuar recuado, cauteloso, temeroso do adversário.
Foi então que o acordo sem palavras foi claramente proposto pelo Palmeiras. Nada de correrias, nenhum chute ao gol, toques laterais como a dizer para o Fluminense “está tudo bem”.
O Fluminense custou a entender o recado, mas quando sentiu o clima do adversário também tratou de tocar a bola, deixar o tempo passar para selar o acordo de paz.
