Os rubro-negros reverenciam Zico como um “Deus”. A paixão cega o ser humano e o torcedor não foge a esta regra. Talvez isso explique a verdadeira adoração pelo Galinho. Do início magrinho na Gávea até os grandes momentos, Zico passou por muito sofrimento até se tornar o Zico, jogador que foi levado ao clube pelo ex-radialista Celso Garcia, falecido em 2009. O eterno camisa 10 sempre honrou as cores do clube e, principalmente, respeitou o Flamengo, algo que falta a alguns jogadores. Heresia à parte, ”Deus” nunca se colocou acima do Flamengo.
Uma paixão que ultrapassa gerações. Quem nasceu na década de 80 viu muito pouco do Zico no Flamengo, mas sabe muito bem quem foi este mito. Um cara obstinado pela perfeição. Cada treino era um momento de aperfeiçoamento do dom que Deus lhe deu. Mesmo assim, ele fazia questão de lapidar cada movimento, sem pressa de voltar para casa. Treinar falta era uma grande paixão para o Galinho. Quando os goleiros cansavam, uma camisa era colocada no ângulo para virar alvo do 10 rubro-negro.
Só que o “Deus” não volta como jogador, onde resolvia todos os problemas. A função agora é outra e ele vai ser o diretor-executivo do clube. Para ter sucesso fora de campo, ele precisa ter autonomia para agir. Ao colocar o prestígio em jogo, Zico sabe que assume mais um desafio na vida.
Se a politicagem não atrapalhar e a vaidade não falar mais alto nos bastidores, Zico tem tudo para ser um ótimo exemplo para novos dirigentes. Com tudo a favor, ele pode se preparar para muito trabalho pela frente, a começar pelos reforços. Quem vem para o Flamengo? Agora é com você, Zico!!!
Ao longo desses cinco meses no comando do Flamengo, ouvi, por diversas vezes, várias críticas ao trabalho da presidente Patrícia Amorim.
A maior delas é de que a presidente demorava muito na hora de tomar decisões.
Pois bem: eis que no domingo, a torcida rubro-negra recebe a notícia que Zico será o novo homem forte do futebol do clube.
O que Patricia Amorim conseguiu, nenhum presidente, até então, havia conseguido (e olha que vários tentaram): trazer Zico de novo para dentro do Flamengo.
Patricia Amorim repetiu o que Zico fazia dentro de campo: um golaço!
Se vai dar certo, aí só o tempo vai dizer, mas que ela mandou bem, mandou.
Pelo menos, o Flamengo terá um dirigente íntegro (não que os anteriores não fossem), sério e apaixonado pelo clube. Além disso, ele vai se doar de corpo e alma para ver o Rubro-negro voltar a ganhar títulos.
E aí, você gostou da escolha de Zico para ser o manda-chuva no futebol do Fla? Opine!
Enquanto a diretoria acerta a renovação de contrato de Petkovic, que vai ficar até dezembro de 2011, uma outra negociação está em andamento: Abel Braga. Em busca de um treinador de peso, Abelão surge como o nome ideal para a retomada da ordem na casa rubro-negra. Só que alguns problemas aparecem no caminho do Flamengo. O primeiro é o Palmeiras, que também quer o treinador e já fez uma boa proposta. O segundo é o Inter, que está mudando o comando técnico e Abel Braga, campeão mundial em 2006, surge como o preferido dos Colorados. O terceiro é o Al-Jazira. O clube até aceita liberar o técnico, mas não vai ser tão fácil assim, uma vez que ele foi campeão recentemente por lá.
A favor do Flamengo pesa a grande vontade de Abel Braga em voltar ao Brasil (pedido da família) e o bom gosto pelo Leblon, bairro da Zona Sul do Rio. O treinador adora dar suas caminhadas pelo calçadão do Leblon. Enquanto aguarda por um sim do treinador, a diretoria do Fla vai tentando acertar as renovações do elenco. O primeiro da lista foi Petkovic. De cara, discordo da renovação por 18 meses. O sérvio não repetiu, em 2010, as atuações do ano passado, quando ajudou o time a conquistar o Campeonato Brasileiro. Ainda por cima, Pet ganhou um aumento de 50% no salário. Acho um exagero e um dinheiro mal empregado na busca por reforços na Gávea.
No Fluminense, Abel Braga perdeu a paciência com Pet algumas vezes. Será que Abelão gostaria de trabalhar novamente com o sérvio. Mais do que isso, o tempo passou e Pet está com 37 anos. Isso pesa na reta final, e ele está bem no final da carreira. O que você achou desta renovação? E o Abel, uma boa?
Deu Argentina no adeus do Império do Amor. Conca comandou o Fluminense no clássico com o Flamengo, quando a torcida viu, bem de perto, o fim do Império do Amor. E os flamenguistas sentiram que o time vai perder forças na temporada. Para piorar, meio-campo não tem criatividade, algo que sobra ao Fluminense com o argentino Conca.
O baixinho tricolor organizou as principais jogadas, deu assistências e fez um belo gol garantindo mais três pontos no Campeonato Brasileiro. Se o Muricy ficar, ele vai receber proposta do Porto, o Fluminense vai engrenar na competição. Ainda mais porque alguns reforços estão chegando, como Cléber Santana, que vai ser anunciado nas próximas horas.
Ao Flamengo resta organizar a casa, que anda bagunçada, e pensar em reforços de qualidade. Um detalhe do Fla x Flu: que golaço do Bruno, lembrou o Galinho nos seus grandes momentos de Maracanã!!
Ao acessar o site Globoesporte.com hoje pela manhã, qual não foi a minha surpresa ao ler a notícia que o Adriano vai voltar para a Itália!
Quando eu era pequenininho (já faz tempo, né!), minha doce mamãe, dona Antoninha, botafoguense, dizia assim para mim quando eu falava uma grande bobagem: “é melhor ouvir isso do que ser surda”.
É claro que essa expressão não foi criada pela minha mãe. Volta e meia a gente ouve alguém pronunciar isso.
Neste exato momento, eu queria dar uma de dona Antoninha e dizer isso para o atacante Adriano: é melhor ouvir isso do que ser surdo.
Ano passado, o jogador estava bem empregado na Inter de Milão, mas disse que estava triste na Itália e que queria voltar ao Brasil para ficar perto dos amigos e da família.
Um ano depois, o discurso é completamente o contrário. Adirano não quer mais ficar com a família e nem curtir as delícias das baladas com os amigos de infância. O Imperador quer voltar para a… Itália. Isso mesmo. Quer voltar para o lugar que ele disse que estava triste e deprimido.
Aí, eu pergunto para o “pobre” torcedor que deixa de ter e dar conforto para a família para ir a um jogo de futebol: cadê o amor do Adriano pelo Flamengo? Acabou? Cadê o amor pelos amigos e familiares? Acabou?
Sincera e honestamente, se eu fosse a Patrícia Amorim, mesmo que ele desistisse de sair do clube, eu tomaria a decisão de mandá-lo embora. Acho que está na hora da presidente rubro-negra fazer uma boa faxina na Gávea, antes que a situação fique fora de controle.
Não é a primeira vez, e não será a última, que escrevo sobre a situação dos times cariocas no Brasileirão. Elencos limitados e diretorias amadoras = péssimas campanhas. À exceção do Botafogo, que conseguiu armar um time competitivo com um treinador malandro, os outros estão penando neste início de competição. Aliás, esta deve ser a tônica do campeonato. A única ressalva será o Fluminense porque tem um patrocinador com dinheiro, capaz de reforçar o elenco.
Já demonstrei, várias vezes, a minha preocupação com a possibilidade de novos fiascos em dezembro. A diretoria do Vasco, por exemplo, não entendeu que a Série A é bem diferente da B. O Élton não pode ser o camisa 9, ele no máximo é o 18, um bom reserva. O Dodô não pode vestir a 10 e ficar no banco. Pelo desinteresse do ex-artilheiro, era melhor ele pensar em parar com o futebol. O banco é bem limitado, assim como a defesa. O time precisa de, pelo menos, cinco reforços titulares para não passar sufoco.
O Flamengo vive uma crise atrás da outra, mas consegue vencer. O grande problema no clube é a falta de comando. A Patrícia Amorim chegou bem, dizendo que iria mudar a rotina de desorganização, mas até agora não fez nada prometido. Ao invés de abraçar Adriano para dar apoio, ela deveria mostrar que o clube tem comando. O Imperador faltou e mostrou, mais uma vez, que o que importa é ele e nada mais. Dunga fez certo em não premiar a indisciplina.
Enfim, os dirigentes do Rio precisam abrir os olhos. Caso contrário, os clubes vão pagar a conta alta no fim do ano!!!
O narrador da TV Globo, Luís Roberto, um dos Monstros da Comunicação, está atento ao futebol carioca. Estudioso, ele faz uma análise do momento dos clubes do Rio de Janeiro, que buscam subir no cenário nacional. Mesmo com o título brasileiro do Flamengo, em 2009, os grandes do Rio ainda estão atrás de outros concorrentes.